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¡Oh chica!

Fran Fidalgo

Ô Menina

Ô menina cê não me ignora
Larga essa vida comigo e vem agora
O menina cê não me ignora
Junta suas coisas fecha a mala e vamo embora

"Mas quem é ele?", Ela veio perguntando
"Aquele cara distraído, lá no canto", concluiu
E logo eu que não queria mais problema
Me aparece esse poema
Viciado em Rivotril
Ela enfeitiça, como é de natureza
Quando as cartas tão na mesa
Abandona o navio
Vem de mansinho como quem não quer mais nada
Me jogou numa cilada
E foi correndo atrás do trio

Ô menina cê não me maltrata
Me apareceu e já me deu uma gravata
O menina cê não me maltrata
Sinto saudades da boca dessa mulata

Na quinta-feira quando o céu esta nublado
Se aconchega do meu lado
E leva embora a solidão
E seu calor que queima como fogo ardente quando acordo de repente é só um vazio no colchão

Na sexta-feira ela se perde logo cedo
cabra homem é um brinquedo quando tá na sua mão
Enquanto eu aqui me encontro neste estado: maltrapilho e maltratado e sem meu conhaque de alcatrão

O menina cê não me ignora
Larga essa vida, vem comigo e vem agora
O menina cê não me ignora
Junta suas coisas fecha a mala e vamo embora

Ô menina cê não me maltrata
Me apareceu e já me deu uma gravata
O menina cê não me maltrata
Sinto saudades da boca dessa mulata

¡Oh chica!

¡Oh chica, no me ignores!
Deja esta vida conmigo y ven ahora
Oh chica, no me ignores
Junta tus cosas, cierra la maleta y vámonos

"Pero, ¿quién es él?", preguntó ella
"Ese chico distraído, allá en la esquina", concluyó
Y justo cuando no quería más problemas
Aparece este poema
Adicto al Rivotril
Ella hechiza, como es su naturaleza
Cuando las cartas están sobre la mesa
Abandona el barco
Viene sigilosamente como si no quisiera nada más
Me atrapó en una trampa
Y fue corriendo tras el trío

¡Oh chica, no me maltrates!
Apareciste y ya me diste un nudo
Oh chica, no me maltrates
Extraño la boca de esa mulata

El jueves cuando el cielo está nublado
Se acurruca a mi lado
Y se lleva la soledad
Y su calor que quema como fuego ardiente cuando despierto de repente es solo un vacío en el colchón

El viernes ella se pierde temprano
El hombre cabra es un juguete cuando está en tus manos
Mientras yo aquí me encuentro en este estado: desaliñado y maltratado y sin mi coñac de alquitrán

¡Oh chica, no me ignores!
Deja esta vida, ven conmigo y ven ahora
Oh chica, no me ignores
Junta tus cosas, cierra la maleta y vámonos

¡Oh chica, no me maltrates!
Apareciste y ya me diste un nudo
Oh chica, no me maltrates
Extraño la boca de esa mulata

Escrita por: Fran Fidalgo