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Benedito Pretinho

Francisco Alves

Benedito Pretinho

Benedito pretinho, óia as
Onda do mar, lê lê ô
Óia as onda do mar!
Ele vai, ele vem, ele torna
A voltá, lê lê ô
Óia as onda do mar!

Eu vou-me embora dessa
Terra desgraçada
Onde a gente não faz
Nada pra comê nem pra gozá!
Na minha terra tudo muda de figura
Tem farinha, rapadura
Tem viola pra tocá!

Tem mariquinha, tem
Chiquinha, tem tereza!
Tem também cuscuz na mesa
Angú de mío e fubá
Tem sabiá cantando!
Solta no terreiro
Tem o chico cambitêro
Pro meu cavalo arriá

Benedito Pretinho

Benedito negrito, mira las
Olas del mar, lê lê ô
¡Mira las olas del mar!
Él va, él viene, él regresa
A volver, lê lê ô
¡Mira las olas del mar!

Me voy de esta
Tierra desgraciada
Donde la gente no hace
Nada para comer ni disfrutar
En mi tierra todo cambia de figura
Hay harina, panela
Hay guitarra para tocar

Hay María, hay
Chiquita, hay Teresa
También hay cuscús en la mesa
Angú de maíz y harina de maíz
¡Hay un sabiá cantando!
Volando en el patio
Está el chico arriero
Para arrear a mi caballo

Escrita por: Hekel Tavares / Olegário Mariano