395px

Nego de Angola

Francisco Alves

Nego D'Angola

Nego muleque
Muleque, nego d'Angola
Ainda bem não sabe lê
E já qué sê mestre de escola!

Eu conheço uma nega
Que é mesmo um pedaço
Mas o cabelo da nega
Parece mola de aço!
(Uô, uô, uô, uô!)

Nego muleque
Muleque, nego d'Angola
Ainda bem não sabe lê
E já qué sê mestre de escola!

Nego tem pé espalhado
Só pode calçá tamanco
Melhor que fosse bonito
E nunca podê sê branco
(Uô, uô, uô, uô!)

Eu tenho uma negrinha
Que por ela tenho amô
Mandei fazer (bruxaria)
[?]
(Uô, uô, uô, uô!)

Se você gosta de beijo
Vai beijá a cozinheira
Que ela tem os peito grande
Tira meia frigideira!
(Uô, uô, uô, uô!)

Eu conheço uma negrinha
Que é levadinha da breca
De tanto alisá o cabelo
Cabô ficando careca!
(Uô, uô, opa, opa!)

Mandei fazê uma casa
Com vinte e cinco janela
Prá botá minha criola
Que tenho ciúme dela
(Uô, uô, opa, opa!)

Nego de Angola

Nego chiquillo
Chiquillo, nego de Angola
Menos mal que no sabe leer
Y ya quiere ser maestro de escuela!

Yo conozco a una negrita
Que es un verdadero bombón
Pero el cabello de la negrita
Parece resorte de acero!
(Uh, uh, uh, uh!)

Nego chiquillo
Chiquillo, nego de Angola
Menos mal que no sabe leer
Y ya quiere ser maestro de escuela!

Nego tiene los pies anchos
Solo puede usar chanclas
Mejor que fuera bonito
Y nunca podría ser blanco
(Uh, uh, uh, uh!)

Yo tengo una negrita
Por ella siento amor
Mandé hacer (brujería)
[?]
(Uh, uh, uh, uh!)

Si te gusta besar
Ve a besar a la cocinera
Que ella tiene los pechos grandes
¡Saca una sartén!
(Uh, uh, uh, uh!)

Yo conozco a una negrita
Que es muy traviesa
De tanto alisar su cabello
¡Se le está quedando calva!
(Uh, uh, ¡opa, opa!)

Mandé hacer una casa
Con veinticinco ventanas
Para meter a mi criolla
Que le tengo celos a ella
(Uh, uh, ¡opa, opa!)

Escrita por: Francisco Alves, Lúcio Chameck