Carnaval da Minha Vida
Quarta-feira de cinzas amanhece
Na cidade há um silêncio que parece
Que o próprio mundo se despovoou
Um toque de clarins além, distante
Vai levando consigo agonizante
O som do carnaval que já passou
E repete-se a cena de costume
Cacos dispersos de lança-perfume
Serpentina e confete pelo chão
É a máscara que a vida jogou fora
Mostrando que a alegria foi-se embora
Nos rastros da passagem da ilusão
Minha vida também durou três dias
Alimentada pelas fantasias
Recordações da minha vida inteira
Um retrato, uma flor, uma aliança
Na maior festa da minha esperança
Que também teve sua quarta-feira
Hoje ante o silêncio sepulcral
Dos despojos da mais um carnaval
Confronto este cenário à minha dor
O que ontem pra mim foi iluminado
Hoje são restos mortais do passado
Cinzas do Carnaval do meu amor
Carnaval de mi Vida
Miércoles de ceniza amanece
En la ciudad hay un silencio que parece
Que el propio mundo se despobló
Un toque de clarines más allá, distante
Va llevándose consigo agonizante
El sonido del carnaval que ya pasó
Y se repite la escena de costumbre
Fragmentos dispersos de lanza-perfume
Serpentina y confeti por el suelo
Es la máscara que la vida arrojó lejos
Mostrando que la alegría se fue
En los rastros del paso de la ilusión
Mi vida también duró tres días
Alimentada por las fantasías
Recuerdos de toda mi vida
Un retrato, una flor, una alianza
En la mayor fiesta de mi esperanza
Que también tuvo su miércoles
Hoy ante el silencio sepulcral
De los despojos de otro carnaval
Enfrento este escenario a mi dolor
Lo que ayer para mí fue iluminado
Hoy son restos mortales del pasado
Cenizas del Carnaval de mi amor
Escrita por: Aldo Cabral / Benedito Lacerda