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Liberándome de la epopeya...

Franklin Mano

Se Libertando da Epopéia...

Eu não quero mais escutar os discos
Nem num dia frio ler um livro
E mergulhar na dor

Eu não quero ver as fotografias
Nem navegar nas minhas fantasias
Nem na tua ausência tocar os objetos que você deixou

Eu não quero mais escrever poesias
Nem na tela em branco desperdiçar as tintas
Não quero me ferir mais com esse amor

Eu não quero mais me trancar no quarto
Nem me pegar chorando em meio aos fatos
De me deitar sozinho nessa cama fria

Não quero mais sentir teu gosto nos lábios
Nem nos meus braços o teu abraço
Nem os teus dedos acariciando a minha pele

Não quero mais te ver aos olhos
Nem guardar pra sempre a tua imagem
No fundo, adentro do meu cérebro

Não quero mais desperdiçar Caetano
"Nem um dia", Nem "Oceano" de Djavan
Alimentando a fome dessa solidão

Não quero mais...
Vou te rebaixar a "aquilo"
Não preciso hoje de nada disso
Quero ser livre em meio à imensidão

De nada disso, não preciso tanto
E hoje quero mais ou menos quanto
Quanto seja, que seja agora
Que se faça o Eu livre de você...

Liberándome de la epopeya...

No quiero escuchar más discos
Ni en un día frío leer un libro
Y sumergirme en el dolor

No quiero ver las fotografías
Ni navegar en mis fantasías
Ni tocar los objetos que dejaste en tu ausencia

No quiero escribir más poesías
Ni desperdiciar las tintas en la pantalla en blanco
No quiero lastimarme más con este amor

No quiero encerrarme en el cuarto
Ni encontrarme llorando entre los hechos
Acostarme solo en esta cama fría

No quiero sentir tu sabor en mis labios
Ni tu abrazo en mis brazos
Ni tus dedos acariciando mi piel

No quiero verte a los ojos
Ni guardar tu imagen para siempre
En lo más profundo de mi cerebro

No quiero desperdiciar a Caetano
'Nem um dia', ni 'Oceano' de Djavan
Alimentando el hambre de esta soledad

No quiero más...
Te reduciré a 'aquello'
Hoy no necesito nada de esto
Quiero ser libre en medio de la inmensidad

No necesito tanto de todo esto
Y hoy quiero más o menos cuanto
Que sea lo que sea, que sea ahora
Que el Yo se haga libre de ti...

Escrita por: Franklin Emmanuel da Silva Mano