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Sensible

Franklin Mano

Sensível

Você foi embora
Eu fiquei contando os seus passos
Olhando a distância que separa
E que me prende aos seus pés

Livre como um anjo sem asas
Desperdiçando a tinta e o talento
Num lençol branco e sujo
Que é tela aos olhos cegos do pintor

A insônia distrai o cansaço
O presente mergulha no passado
Tocando as lembranças e objetos
Fazendo abrigo no que restou

Um instrumento de forma limitada
Os dedos nas cordas executando as evidências
A composição preenche a carência
Que em mim você deixou
E isso se mistura a minha fala
Enquanto a boca canta o pensamento
Variado as partituras pra te consagrar

O corpo em compasso 2/4
Em ritmo sincopado (filho da Venezuela)
Sensível ao sétimo grau da escala diatônica
Em intervalos de meio tom relativamente à tônica
Pra você me notar

Mas você não nota
O sentimento puro e a tendência
De tentar em insistir em te recuperar
(e só me dar à dor)

E se prolonga exaustivamente à noite e a incerteza
Ao som de um constante compasso
Resvalando na relatividade
Do que um dia já foi amor

E conto novamente os seus passos
Olhando a distância que separa
E que me prende definitivamente aos seus pés.

Sensible

Te fuiste
Quedé contando tus pasos
Mirando la distancia que nos separa
Y que me ata a tus pies

Libre como un ángel sin alas
Desperdiciando la tinta y el talento
En una sábana blanca y sucia
Que es lienzo a los ojos ciegos del pintor

El insomnio distrae el cansancio
El presente se sumerge en el pasado
Tocando los recuerdos y objetos
Haciendo refugio en lo que quedó

Un instrumento de forma limitada
Los dedos en las cuerdas ejecutando las evidencias
La composición llena el vacío
Que en mí dejaste
Y se mezcla con mi habla
Mientras la boca canta el pensamiento
Variando las partituras para consagrarte

El cuerpo en compás 2/4
En ritmo sincopado (hijo de Venezuela)
Sensible al séptimo grado de la escala diatónica
En intervalos de medio tono relativamente a la tónica
Para que me notes

Pero tú no notas
El sentimiento puro y la tendencia
De intentar insistir en recuperarte
(y solo darme al dolor)

Y se prolonga exhaustivamente en la noche y la incertidumbre
Al son de un constante compás
Resbalando en la relatividad
De lo que alguna vez fue amor

Y cuento nuevamente tus pasos
Mirando la distancia que nos separa
Y que me ata definitivamente a tus pies.

Escrita por: Franklin Emmanuel da Silva Mano