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Poeta Suicida

Franklin Mano

Poeta Suicida

O que será que Freud diria se pudesse me conhecer
Tentaria me consultar ou me descrever?
Ou diria que eu sou normal demais para perder tempo comigo!
O que será que Ele me diria?
E se eu contasse a Ele tudo que sei!
Que nada de interessante foi impresso nos livros,
Que toda verdade está em arquivos guardados,
E tudo que é raro está sendo desperdiçado.
O que será que Ele pensaria se pudesse ver
Uma criança morrendo de fome na frente de um Supermercado,
E a policia tirando a vida de um negro desempregado
O que será que Ele sentiria se pudesse ver
A mídia manipulando você
A humanidade subproduto da contemporaneidade!
Será que Freud pensaria assim?
- Como é que eu vou saber!
- Eu sou brasileiro nato
- Falo português errado
- Só tenho vinte e poucos anos
- Mal entendo as gírias do meu vocabulário
Ah, se eu soubesse o que Ele iria me dizer
Eu agüentaria mais tempo
Leria no fundo dos seus olhos o futuro
Mudaria meu jeito só pra ficar com você
Mas como vou saber o que Ele iria me dizer?
A sessão espírita não adiantou, deu errado
Ele nasceu em Freiberg
E o médium psicografava em Tupi-Guarani arcaico
Como é que vou saber o que Ele quis me dizer?
Me diz como é que vou saber!
Sou um poeta suicida indagando a realidade
Cortando meus pulsos
Pra ver a vida escorrer pelas veias junto com meu sangue
Eu sou o poeta suicida
E não vou sobreviver
Porque eu não sei o que Ele quis me dizer!
O que será que Ele quis me dizer?
- Como é que eu vou saber!
- Eu sou brasileiro nato
- Falo português errado
- Só tenho vinte e poucos anos
- Mal entendo as gírias do meu vocabulário

Poeta Suicida

¿Qué diría Freud si pudiera conocerme?
¿Intentaría consultarme o describirme?
¿O diría que soy demasiado normal para perder tiempo conmigo?
¿Qué me diría Él?
Y si le contara todo lo que sé,
Que nada interesante fue impreso en los libros,
Que toda verdad está en archivos guardados,
Y todo lo raro está siendo desperdiciado.
¿Qué pensaría Él si pudiera ver
A un niño muriendo de hambre frente a un supermercado,
Y la policía quitándole la vida a un negro desempleado?
¿Qué sentiría Él si pudiera ver
A los medios manipulándote,
La humanidad subproducto de la contemporaneidad?
¿Pensaría Freud así?
- ¡Cómo voy a saber!
- Soy brasileño de nacimiento
- Hablo portugués mal
- Solo tengo veinte y pocos años
- Apenas entiendo las jergas de mi vocabulario
Ah, si supiera lo que Él me diría,
Aguantaría más tiempo,
Leería en el fondo de sus ojos el futuro,
Cambiaría mi forma solo para estar contigo,
Pero ¿cómo sabré lo que Él me diría?
La sesión espiritista no sirvió, salió mal,
Él nació en Freiberg
Y el médium psicografiaba en tupí-guaraní arcaico,
¿Cómo sabré lo que Él quiso decirme?
¡Dime cómo sabré!
Soy un poeta suicida cuestionando la realidad,
Cortando mis muñecas
Para ver la vida escurrirse por las venas junto con mi sangre,
Soy el poeta suicida
Y no sobreviviré
¡Porque no sé lo que Él quiso decirme!
¿Qué quiso decirme Él?
- ¡Cómo voy a saber!
- Soy brasileño de nacimiento
- Hablo portugués mal
- Solo tengo veinte y pocos años
- Apenas entiendo las jergas de mi vocabulario

Escrita por: Franklin Emmanuel da Silva Mano