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Está Caliente (part. Maracatech)

Fraterna Trip

Tá Quente (part. Maracatech)

Desgovernados
Por fantasmas do passado
Quase sempre de lado
Maltrapilhos, maltratados

Sabotados
Estamos desarmados
Isso é quase um atentado
Um genocídio planejado

Mas quem liga realmente
Pro que você sente?
Seus brother, sua família
Ou esse monte de gente?

Parece bobagem
Mas essa fita é quente
É dar valor pra aquilo
Que ilumina a alma da gente

E purificar
Esse ambiente tóxico
Falar da vida
Um pouco menos de negócio

Você nem viu a cor do céu
Nesse dia ensolarado
Te botaram uma venda
Foi tudo arquitetado

Mas sem perder a postura
Levante sua mão e diga não à ditadura
Você nem percebeu, acabou a liberdade
Sumiram uns conhecidos, tem um muro na cidade

Quente, tá calor
Dentro de você
É suficiente, essa dor
Não vai voltar porque

Eles calam vários coros
Silenciam poesias
Me envenenam com cloro
Quebram minha perna nas esquinas

Quantos vácuos
Ficaram nas famílias?
Quantas covas
Poderiam estar vazias?

Como possuir
A estranha mania
Se não temos mais fé
Vidas ou Marias?

A pedra que havia
No meio do caminho
Cresceu, virou muralha
E deixou geral sozinho

É preciso ter força
Contra essa desgraça
Então tira a mão do bolso
E coloca a mão na massa

É verdade, parça
Que a doença é ter maldade
E na fraternidade
A gente encontra imunidade

Quente, tá calor
Dentro de você
É suficiente, essa dor
Não vai voltar porque

Daqui pra frente, o calor
Dentro de você
É suficiente, essa dor
Não vai voltar porque

Está Caliente (part. Maracatech)

Descontrolados
Por fantasmas del pasado
Casi siempre de lado
Harapientos, maltratados

Saboteados
Estamos desarmados
Casi un atentado
Un genocidio planeado

Pero a quién le importa realmente
Lo que sientes?
Tus amigos, tu familia
O toda esa gente?

Parece una tontería
Pero este asunto está caliente
Es valorar lo que
Ilumina el alma de la gente

Y purificar
Este ambiente tóxico
Hablar de la vida
Un poco menos de negocios

Ni siquiera viste el color del cielo
En este día soleado
Te pusieron una venda
Todo fue planeado

Pero sin perder la compostura
Levanta tu mano y di no a la dictadura
Ni siquiera te diste cuenta, se acabó la libertad
Desaparecieron conocidos, hay un muro en la ciudad

Caliente, está calor
Dentro de ti
Es suficiente, este dolor
No volverá porque

Callan varios coros
Silencian poesías
Me envenenan con cloro
Rompen mi pierna en las esquinas

¿Cuántos vacíos
Quedaron en las familias?
¿Cuántas tumbas
Podrían estar vacías?

Cómo poseer
La extraña manía
Si ya no tenemos fe
Vidas o Marías?

La piedra que había
En medio del camino
Creció, se convirtió en muralla
Y dejó a todos solos

Se necesita fuerza
Contra esta desgracia
Así que saca la mano del bolsillo
Y ponte a trabajar

Es verdad, amigo
Que la enfermedad es la maldad
Y en la fraternidad
Encontramos inmunidad

Caliente, está calor
Dentro de ti
Es suficiente, este dolor
No volverá porque

De ahora en adelante, el calor
Dentro de ti
Es suficiente, este dolor
No volverá porque

Escrita por: João Feijão / Leonardo Kapáz / Matheus Sawaya / Rafael Monteiro