Esquizoide
Esquizoide dor aguda
Faz de mim sua Pompeia
Deixa história ou destrói-a
Me avassala ou põe-se muda
Tal vassala a fazer sala
Na senzala a que encarcera
A mim salva ou põe ressalva
Salvaguarda mal pusera
Cria a tiara da Malévola
Ao meu controle tira ou gera
Vem a mim como já vinhas
Me ferindo sobre pérgola
Há de vinho quem me dera
Faz-me presa ou põe-me fera
Torça ou fira, aquém me importa
Feroz bata-me à urtiga
Na horta cure-me em arruda
Qual da tua foz se define em luta
Mal tão algoz ou sublime culpa?
Atropela a minha voz ou a atrela à garupa?
Paranoia a entortar esta minha fé absoluta
Vê se me esquece, para eu poder prosseguir em paz
Já que jamais conseguirei zerar o findo da minha conduta
Ao menos forneça-me a verdade sem que me importune
Pois absorto jaz eu morto à dor aguda que me pune
Esquizoide
Esquizoide de dolor agudo
Haz de mí tu Pompeya
Deja historia o destrúyela
Me avasalla o quédate muda
Tal vasalla a hacer sala
En la senzala que me encierra
A mí salva o pon reserva
Salvaguarda mal pusieras
Crea la tiara de la Malévola
De mi control quita o genera
Ven a mí como ya venías
Hiriéndome sobre pérgola
Quien me diera vino
Hazme presa o ponme fiera
Tuerca o hiere, a mí no me importa
Feroz, golpéame con ortiga
En la huerta, cúrame con ruda
¿Cuál de tu boca se define en lucha?
Mal, tan verdugo o culpa sublime?
Atropella mi voz o átala a la grupa?
Paranoia que tuerce esta fe absoluta
Ve si me olvidas, para que pueda seguir en paz
Ya que jamás podré borrar el final de mi conducta
Al menos dame la verdad sin que me molestes
Porque absorto yaciendo, muerto a la dolor aguda que me castiga