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Posibilidad

Freitaz

Possibilidade

Rezo-me ao mar onde prego-lhe canções
Vendo-lhe minha alma como vendo as emoções
Cedo-me a ti então arcado estas prisões
Onde corre-se em mim o doce mel de suas paixões
Mesmo em árdua dor contínua percorro são este caminho
Fosse leve o frio que me abate quando eu estou sozinho
Ao qual me gusto de sabor o calor quente de seu ninho
Seduzir-me-á tão macio delírio de teu corpo quanto o vinho
Queimo-me em brasas sob imagens raras de sua beleza
Não há, pois sei, na natureza, tão leve canora ilusão
A raça que me impõe um forte instinto tal como um cão

Me rege, domina, és tão fina e bela a sua pureza
Tal que me castiga o destino de não poder resistir
À tua flecha, certeza, de que o meu coração irá ferir
Queimo-me em brasas sob imagens raras de sua beleza
Não há, pois sei, na natureza, tão leve canora ilusão
A raça que me impõe um forte instinto tal como um cão
Será que estou podendo novamente sentir
O poder da paixão que luta presa a mim?
Ou será que preciso buscar outra má proeza
Que defina em mim a fragilidade da minha defesa?

Posibilidad

Rezo al mar donde le canto canciones
Le vendo mi alma como vendo las emociones
Me entrego a ti entonces, encadenado en estas prisiones
Donde corre en mí la dulce miel de tus pasiones
A pesar del dolor continuo, sigo este camino
Si tan solo el frío que me abruma no fuera tan divino
Me gusta el sabor del calor cálido de tu nido
Me seducirá tan suave el delirio de tu cuerpo como el vino
Me quemo en brasas bajo imágenes raras de tu belleza
No hay, pues lo sé, en la naturaleza, tan ligera y cantarina ilusión
La raza que me impone un fuerte instinto, como un perro

Me rige, domina, eres tan fina y bella en tu pureza
Tal que me castiga el destino de no poder resistir
A tu flecha, certeza, de que mi corazón va a herir
Me quemo en brasas bajo imágenes raras de tu belleza
No hay, pues lo sé, en la naturaleza, tan ligera y cantarina ilusión
La raza que me impone un fuerte instinto, como un perro
¿Será que puedo volver a sentir
El poder de la pasión que lucha atada a mí?
¿O será que necesito buscar otra mala proeza
Que defina en mí la fragilidad de mi defensa?

Escrita por: Danilo Freitas Souza