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Por Ela

Frodo Oliveira

Por Ela

Ela me olhou, fez que não ouviu
Me ignorou, onde já se viu?
Mina marrenta, tá de brincadeira
Ela me esnobou duas vezes, três
Não desanimei, tentei ser cortês
Fugiu de mim quase a noite inteira

Nem toda graça, nem a cachaça
Nem a fumaça que a noite embaça
Nem mesmo o parça, nem a pirraça
Me livrariam, eu era a caça

Ela me chamou pra dançar, eu fui
Sabe essas noites em que tudo flui?
Tava ferrado de qualquer maneira
Ela me agarrou, fez o que entendeu
Ela me amassou, ela me acendeu
Como não queimar naquela fogueira?

Nem outra chama, nem outra dama
Nem a má fama que me difama
Nem mesmo a Brahma, nem muita grana
Me salvariam da tua cama

Eu estava perdido, ela me encontrou
A flecha do cupido veio e me acertou
Descobri o meu rumo, meu prumo, destino
Hoje eu sou um homem, ficou pra trás o menino
Minha mina de fé, o meu cais de sossego
Meu porto seguro onde atraco sem medo
Minha mina de ouro, a água que beberei
Meu lugar de repouso, sei que não temerei
Meu castelo, meu reino, canção de ninar
Enquanto for vivo prometo te amar
Os sonhos que tenho, fantasias mais belas
As batalhas da vida eu luto por ela

Ela me adotou, me botou nos trilhos
Logo eu bicho solto, livre e andarilho
Nem acredito que fui fisgado
Ela me amou como ninguém antes
E ser amado assim é tão contagiante
Que eu só podia estar apaixonado

Nem outra bela, mesmo donzela
Nem da novela, nem mesmo aquela
Nem Cinderela, nenhuma delas
Porque eu vivo só por ela

Por Ela

Ella me miró, hizo que no escuchó
Me ignoró, ¿dónde se ha visto?
Chica terca, está de broma
Ella me despreció dos veces, tres
No me desanimé, intenté ser cortés
Huyó de mí casi toda la noche

Ni toda la gracia, ni la cachaza
Ni el humo que la noche empaña
Ni siquiera el compadre, ni la burla
Me salvarían, yo era la presa

Ella me llamó a bailar, fui
¿Sabes esas noches en que todo fluye?
Estaba jodido de cualquier manera
Ella me agarró, hizo lo que quiso
Me aplastó, me encendió
¿Cómo no quemarse en esa hoguera?

Ni otra llama, ni otra dama
Ni la mala fama que me difama
Ni siquiera la Brahma, ni mucho dinero
Me salvarían de tu cama

Estaba perdido, ella me encontró
La flecha de cupido vino y me alcanzó
Descubrí mi rumbo, mi norte, destino
Hoy soy un hombre, quedó atrás el niño
Mi chica de fe, mi puerto de tranquilidad
Mi puerto seguro donde atraque sin miedo
Mi chica de oro, el agua que beberé
Mi lugar de descanso, sé que no temeré
Mi castillo, mi reino, canción de cuna
Mientras esté vivo, prometo amarte
Los sueños que tengo, las fantasías más bellas
Las batallas de la vida, lucho por ella

Ella me adoptó, me puso en el camino
Pronto yo, animal suelto, libre y trotamundos
No puedo creer que fui atrapado
Ella me amó como nadie antes
Y ser amado así es tan contagioso
Que solo podía estar enamorado

Ni otra bella, ni siquiera doncella
Ni de la novela, ni siquiera aquella
Ni Cenicienta, ninguna de ellas
Porque vivo solo por ella

Escrita por: Frodo Oliveira