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Maranduva

Gabi Buarque

Maranduva

Bacuçu desce o rio bariri
Cambueiras caiu num vento só
Baquité derramou o pacamão
Caburé esguitou um outro não

Esmarrido voltou pra banga a pé
Ouviu babaré se apavorou
O som da ica se espalhou
No igapó, atolado, ele chorou

Mas nunca se deixa abater!
Pra sempre ele insiste em viver

O vento lhe disse que João
Viria em socorro lhe ajudar
Maniçoba traria pra manjar
Amazônica janta desse chão

Cambapé da floresta ele levou
Caiu, como sempre, levantou
Nadando contra o macaréu
Maranduva parece maranhão

Maranduva maranha maranhão

Maranduva

Bacuçu baja por el río Bariri
Cambueiras cayó en un solo viento
Baquité derramó el pacamán
Caburé gritó un no más

Esmarrido regresó a la choza a pie
Escuchó babaré y se asustó
El sonido de la ica se propagó
En el pantano, atascado, él lloró

¡Pero nunca se deja vencer!
Siempre insiste en vivir

El viento le dijo que João
Vendría en su ayuda para ayudarlo
Maniçoba traería para comer
La cena amazónica de esta tierra

Cambapé de la selva él llevó
Cayó, como siempre, se levantó
Nadando contra el macaréu
Maranduva parece maranhão

Maranduva maranha maranhão

Escrita por: João Sholl / Marcelo Noronha