Massarrara
Me conte uma mentira pra que eu fuja pra bem longe
Me aponte uma saída, eu faço um maço, eu pego o bonde
Não sou da sua praça, eu sou sem graça, eu admito
Não vou ao seu encontro, eu não sou da sua tribo
Seu filho está na serra e o meu na favela
Seu filho faz Direito e o meu faz a guerra
Eu quero o oco do coco, do soco, o moco, o olho cego
Areia na meia, ceia na veia do meu velho
Menino de rua, Cidade 2000
Somos a praia do futuro do Brasil
Escolho um novo nome todo dia de manhã
Malícia de escudo, camaradas no meu clã
Corte no rosto, espetáculo ao vivo
Porque você também não vem dançar onde é proibido?
Beijo os teus vidros, barriga e moeda
Samba de asfalto, tapete-miséria
Ala sem vala, governo, sala e senzala
Gato esperto, decerto todos netos de Pedro Bala
Menino de rua, Cidade 2000
Somos a praia do futuro do Brasil
Vejam as cores: Eles não são pintores
Vejam as dores: Eles não são atores
Menino de rua, Cidade 2000
Somos a praia do futuro do Brasil
Massarrara
Cuéntame una mentira para que pueda escapar lejos
Señálame una salida, armo un porro, tomo el tranvía
No soy de tu plaza, soy sin gracia, lo admito
No voy a tu encuentro, no soy de tu tribu
Tu hijo está en la sierra y el mío en la favela
Tu hijo estudia Derecho y el mío hace la guerra
Quiero el hueco del coco, del golpe, el chico, el ojo ciego
Arena en el calcetín, cena en la vena de mi viejo
Niño de la calle, Ciudad 2000
Somos la playa del futuro de Brasil
Elijo un nuevo nombre cada mañana
Astucia de escudo, camaradas en mi clan
Corte en la cara, espectáculo en vivo
¿Por qué no vienes a bailar donde está prohibido?
Beso tus vidrios, barriga y moneda
Samba de asfalto, alfombra-miseria
Ala sin zanja, gobierno, sala y esclavitud
Gato astuto, seguramente todos nietos de Pedro Bala
Niño de la calle, Ciudad 2000
Somos la playa del futuro de Brasil
Miren los colores: Ellos no son pintores
Miren los dolores: Ellos no son actores
Niño de la calle, Ciudad 2000
Somos la playa del futuro de Brasil
Escrita por: Gabriel Aragão / Rafael Martins