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Y Apagó la Luz

Gabriel Galvão

E Apagou a Luz

Quando eu tapo a luz do Sol com a mão eu posso ver
Longe, depois do viaduto há um caminho claro-escuro, marfim
Perdi ali minha sensatez
Não muito longe encontrei pra te olhar

Mas vou te dizer
Não era aqui que eu queria estar

Então eu ponho o meu chapéu
E me retiro por aqui
Com os bolsos cheios de silêncio
E os olhos sujos de ruby

Mas se é assim
Até aqui não vi nada igual
Pode até ser o meu revés
Mas ninguém consegue atravessar sem sujar os pés

Então eu faço o meu papel
E choro o quanto eu pude rir
Se em cada aperto amadureço
Aperta logo pra eu sair

Então eu ponho o meu chapéu
E me retiro por aqui
Com os bolsos cheios de silêncio
E os olhos sujos de ruby

E eu estava estando lá
Esperando um trem qualquer passar
Pra me levar até você
Pra gente poder conversar

E se eu ficar aqui e gritar
Até você me resgatar?
Talvez assim o menininho
Tenha um colo pra ficar

Y Apagó la Luz

Cuando tapo la luz del Sol con la mano puedo ver
Lejos, más allá del viaducto hay un camino claro-oscuro, marfil
Perdí allí mi cordura
No muy lejos encontré para mirarte

Pero te diré
Que no era aquí donde quería estar

Así que me pongo mi sombrero
Y me retiro por aquí
Con los bolsillos llenos de silencio
Y los ojos sucios de rubí

Pero si es así
Hasta aquí no he visto nada igual
Puede ser mi revés
Pero nadie puede atravesar sin ensuciarse los pies

Así que hago mi papel
Y lloro todo lo que pude reír
Si en cada aprieto maduro
Aprieta pronto para que me vaya

Entonces me pongo mi sombrero
Y me retiro por aquí
Con los bolsillos llenos de silencio
Y los ojos sucios de rubí

Y yo estaba estando allí
Esperando que pase cualquier tren
Para llevarme hasta ti
Para poder conversar

Y si me quedo aquí y grito
¿Hasta que me rescates?
Tal vez así el niñito
Tenga un regazo donde quedarse

Escrita por: Gabriel Galvão