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Estoy Feliz (Maté al Presidente)

Gabriel O Pensador

Tô Feliz (Matei O Presidente)

Chegou a hora de acabar com os marajás (sou Collor)
Ouçam, todos, foi executado o nosso presidente-

Pera aí, pera aí, que que essa música tá fazendo aí? Virou flashback o disco? É flashback?
Flashback, não, é tua primeira música, de 92
Tá cuspindo no prato que comeu?
Não, rapá, é que isso aí já passou, hoje eu tô feliz
Cê tá feliz? Já tamo em outra
Que outra o que, mané? Cê vai censurar tua própria música do disco agora?
Ah, tá bom, tá certo, vai como recordação pra quem já ouviu, então
Pra quem não ouviu, rola aí, DJ Frias
Chegou a hora de acabar com os marajás (sou Collor)
Ouçam, todos, foi executado o nosso presidente
Aqui e agora, vamos escutar Gabriel, o Pensador, principal suspeito do crime
Suspeito não, culpado, rapá, pode falar aí que eu assumo mesmo
Como aconteceu a tragédia?
Encontrei ele e a mulher na rua e não resisti: Peguei um pedaço de pau que tava no chão e aí

Atirei o pau no rato, mas o rato não morreu
Dona Rosane, admirou-se do ferrão três-oitão que apareceu
Todo mundo bateu palma quando o corpo caiu
Eu acabava de matar o presidente do Brasil
Fácil, um tiro só, bem no olho do safado
Que morreu ali mesmo, todo ensanguentado
Quê? Saí voado com a polícia atrás de mim
E enquanto eu fugia eu pensava bem assim
Tinha que ter tirado uma foto na hora em que o sangue espirrou
Pra mostrar pros meus filhos, que lindo, pô
Eu tava emocionado mas corri pra valer
E consegui escapar, ah tá pensando o quê?
E quando eu chego em casa, o que eu vejo na TV?
Primeira dama chorando perguntando: Por quê?
Ah, dona Rosane dá um tempo num enche num fode
Não é de hoje que seu choro não convence
Mas se você quer saber porque eu matei o Fernandinho
Presta atenção sua puta escuta direitinho
Ele ganhou a eleição e se esqueceu do povão
E uma coisa que eu não admito é traição
Prometeu, prometeu, prometeu e não cumpriu
Então eu fuzilei, vá pra puta que o pariu
É podre sobre podre essa novela
É Magri, é Zélia
É Alceni com bicicleta e guarda-chuva
LBA, Previdência, chega dessa indecência
Eu apertei o gatilho e agora você é viúva
E não me arrependo nem um pouco do que fiz
Tomei uma providência que me fez muito feliz

Hoje eu tô feliz (minha gente)
Hoje eu tô feliz (minha gente, minha gente)
Hoje eu tô feliz (minha gente)
Hoje eu tô feliz, matei o presidente

Hoje eu tô feliz (minha gente)
Hoje eu tô feliz (minha ge-, minha-minha gente)
Hoje eu tô feliz (minha gente)
Hoje eu tô feliz, matei o presidente

Eu tô feliz demais então fui comemorar
A multidão me viu e começou a festejar
É Pensador, é Pensador, é Gabriel, o Pensador
É Pensador, é Pensador, é Gabriel, o Pensador
É Pensador, é Pensador, é Gabriel, o Pensador
É Pensador, é Pensador, é Gabriel, o Pensador
Me carregaram nas costas, a gritaria não parou
Eu disse: Eu sou fugitivo gente não grita o meu nome, por favor
Ninguém me escutou e a polícia me encontrou
Tentaram me prender, mas o povo não deixou
O povo unido jamais será vencido
Uma festa desse tipo nunca tinha acontecido
Tava bonito demais, alegria e tudo em paz
E ninguém vai bloquear nosso dinheiro nunca mais
Corinthiano e palmeirense, flamenguista e vascaíno
Todos juntos com a bandeira na mão cantando o hino
Ouviram do Ipiranga às margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante
E começou o funeral e o povo todo na moral
Invadiu o cemitério numa festa emocionante
Entramos no cemitério cantando e dançando
E o presidente estava lá já deitado nos esperando
Todos viram no seu olho a bala do meu três-oitão
E em coro elogiamos nosso atleta no caixão
Bonita camisa, Fernandinho
Bonita camisa, Fernandinho
Bonita camisa, Fernandinho
Você nessa roupa de madeira tá bonitinho
Bonita camisa, Fernandinho
Bonita camisa, Fernandinho
Bonita camisa, Fernandinho
Você nessa roupa de madeira tá bonitinho
E como sempre lá também tinha um grupo mais exaltado
Então depois de pouco tempo o caixão foi violado
O defunto foi degolado, e o corpo foi queimado
Mas depois não vi mais nada porque eu já tava cercado de mulheres e aquilo me ocupou
Ai deixa eu ver seu revólver Pensador
Então eu vi um pessoal numa pelada diferente
Jogando futebol com a cabeça do Presidente
E a festa continuou nesse clima sensacional
Foi no Brasil inteiro um verdadeiro carnaval
Teve um turista que estranhou tanta alegria e emoção
Chegando no Brasil me pediu informação
O Brasil foi campeão? Tá todo mundo contente
Não amigão, é que eu matei o presidente

Bala, ba-, ba-, b-b-b-bala
Bala, ba-, bala, morreu
Morreu, morreu
Morre-morre-morre-morre-morreu, morreu-morreu, morreu, morreu

Hoje eu tô feliz (minha gente)
Hoje eu tô feliz (minha gente, minha gente)
Hoje eu tô feliz (minha gente)
Hoje eu tô feliz, matei o presidente

Hoje eu tô feliz (minha gente, minha gente)
Hoje eu tô feliz (minha g-, mi-minha gente)
Hoje eu tô feliz (minha-minha-minha)
Hoje eu tô feliz, matei o presidente

E o velório vai ser chique
Sem falta eu tô lá ([?])
E ouvi dizer que é o PC que vai pagar

Hoje eu tô feliz (minha gente)
Hoje eu tô feliz (minha gente)
Hoje eu tô feliz (minha gente)
Hoje eu tô feliz, matei o presidente

Estoy Feliz (Maté al Presidente)

Llegó la hora de acabar con los marajás (soy Collor)
Escuchen, todos, fue ejecutado nuestro presidente

Espera, espera, ¿qué hace esta canción aquí? ¿Se volvió un flashback el disco? ¿Es flashback?
Flashback, no, es tu primera canción, del 92
¿Estás escupiendo en el plato que comiste?
No, amigo, es que eso ya pasó, hoy estoy feliz
¿Estás feliz? Ya estamos en otra
¿Qué otra cosa, man? ¿Vas a censurar tu propia canción del disco ahora?
Ah, está bien, está bien, que quede como recuerdo para quien ya la escuchó, entonces
Para quien no la escuchó, dale, DJ Frias
Llegó la hora de acabar con los marajás (soy Collor)
Escuchen, todos, fue ejecutado nuestro presidente
Aquí y ahora, vamos a escuchar a Gabriel, el Pensador, principal sospechoso del crimen
Sospechoso no, culpable, amigo, puedes decir que lo asumo
¿Cómo ocurrió la tragedia?
Lo encontré a él y a su mujer en la calle y no resistí: Agarré un palo que estaba en el suelo y ahí

Le tiré el palo al ratón, pero el ratón no murió
Doña Rosane, se sorprendió del balazo del tres-ocho que apareció
Todo el mundo aplaudió cuando el cuerpo cayó
Yo acababa de matar al presidente de Brasil
Fácil, un tiro solo, bien en el ojo del sinvergüenza
Que murió ahí mismo, todo ensangrentado
¿Qué? Salí volando con la policía detrás de mí
Y mientras huía pensaba así
Tenía que haber tomado una foto en el momento en que la sangre salpicó
Para mostrarle a mis hijos, qué lindo, ¿no?
Estaba emocionado pero corrí de verdad
Y logré escapar, ah, ¿qué pensabas?
Y cuando llego a casa, ¿qué veo en la tele?
La primera dama llorando preguntando: ¿Por qué?
Ah, doña Rosane, dame un tiempo, no me jodas
No es de hoy que tu llanto no convence
Pero si quieres saber por qué maté a Fernandinho
Presta atención, puta, escucha bien
Él ganó la elección y se olvidó del pueblo
Y una cosa que no admito es la traición
Prometió, prometió, prometió y no cumplió
Entonces lo fusilé, que se joda su madre
Es un asco esta novela
Es Magri, es Zélia
Es Alceni con bicicleta y paraguas
LBA, Previdencia, basta de esta indecencia
Apreté el gatillo y ahora eres viuda
Y no me arrepiento ni un poco de lo que hice
Tomé una decisión que me hizo muy feliz

Hoy estoy feliz (mi gente)
Hoy estoy feliz (mi gente, mi gente)
Hoy estoy feliz (mi gente)
Hoy estoy feliz, maté al presidente

Hoy estoy feliz (mi gente)
Hoy estoy feliz (mi ge-, mi-minha gente)
Hoy estoy feliz (mi gente)
Hoy estoy feliz, maté al presidente

Estoy tan feliz que fui a celebrar
La multitud me vio y comenzó a festejar
Es Pensador, es Pensador, es Gabriel, el Pensador
Es Pensador, es Pensador, es Gabriel, el Pensador
Es Pensador, es Pensador, es Gabriel, el Pensador
Es Pensador, es Pensador, es Gabriel, el Pensador
Me llevaron a hombros, la gritería no paró
Dije: Soy fugitivo, gente, no griten mi nombre, por favor
Nadie me escuchó y la policía me encontró
Intentaron arrestarme, pero el pueblo no dejó
El pueblo unido jamás será vencido
Una fiesta así nunca había sucedido
Estaba hermoso, alegría y todo en paz
Y nadie va a bloquear nuestro dinero nunca más
Corinthiano y palmeirense, flamenguista y vascaíno
Todos juntos con la bandera en la mano cantando el himno
Oyeron del Ipiranga a las márgenes plácidas
De un pueblo heroico el grito retumbante
Y comenzó el funeral y el pueblo todo en la moral
Invadió el cementerio en una fiesta emocionante
Entramos al cementerio cantando y bailando
Y el presidente estaba allí ya acostado esperándonos
Todos vieron en su ojo la bala de mi tres-ocho
Y en coro elogiamos a nuestro atleta en el ataúd
Bonita camisa, Fernandinho
Bonita camisa, Fernandinho
Bonita camisa, Fernandinho
Tú en esa ropa de madera estás bien bonito
Bonita camisa, Fernandinho
Bonita camisa, Fernandinho
Bonita camisa, Fernandinho
Tú en esa ropa de madera estás bien bonito
Y como siempre, allí también había un grupo más exaltado
Entonces, después de poco tiempo, el ataúd fue violado
El difunto fue decapitado, y el cuerpo fue quemado
Pero después no vi más nada porque ya estaba rodeado de mujeres y eso me ocupó
Ay, déjame ver tu revólver, Pensador
Entonces vi a un grupo en una pelada diferente
Jugando fútbol con la cabeza del Presidente
Y la fiesta continuó en ese clima sensacional
Fue en todo Brasil un verdadero carnaval
Hubo un turista que se extrañó tanta alegría y emoción
Llegando a Brasil me pidió información
¿Brasil fue campeón? ¿Está todo el mundo contento?
No, amigo, es que maté al presidente

Bala, ba-, ba-, b-b-b-bala
Bala, ba-, bala, murió
Murió, murió
Muer-muere-muere-muere-murió, murió-murió, murió, murió

Hoy estoy feliz (mi gente)
Hoy estoy feliz (mi gente, mi gente)
Hoy estoy feliz (mi gente)
Hoy estoy feliz, maté al presidente

Hoy estoy feliz (mi gente, mi gente)
Hoy estoy feliz (mi g-, mi-minha gente)
Hoy estoy feliz (mi-minha-minha)
Hoy estoy feliz, maté al presidente

Y el velorio va a ser elegante
Sin falta, ahí estaré ([?])
Y escuché que es el PC quien va a pagar

Hoy estoy feliz (mi gente)
Hoy estoy feliz (mi gente)
Hoy estoy feliz (mi gente)
Hoy estoy feliz, maté al presidente

Escrita por: Gabriel O Pensador