Cidade Sem Lugar
Ilha bandeirante das conquistas mais infames
Sujo e vil
Seu caminhar hostil
Na vias que nos levam à praça e aos reaças
A me afastar de ti, a me afastar mim e
Cimentar minha alma
Procurei mas não encontrava
Um traço humano em ti
Construiu em si uma muralha
Bem vindo a ti São Paulo
Me perdi de mim nesta cidade sem lugar
Das marquises, das fraturas
Mesmos vícios e estruturas
E das senzalas e pelourinhos
Que sobrevivem ao grito do Ipiranga
Dos sobrenomes e a distância do que há de vivo aqui
Construiu em si uma muralha
Bem vindo a ti São Paulo
Me perdi de mim nesta cidade sem lugar
A Cimentar minha alma
Procurei mas não encontrava
Um traço humano em ti
Construiu em si uma muralha
Bem vindo a ti São Paulo
Me perdi de mim nesta cidade sem lugar, pra mim
Ciudad Sin Lugar
Isla bandeirante de las conquistas más infames
Sucia y vil
Tu caminar hostil
En las calles que nos llevan a la plaza y a los reaccionarios
Alejándome de ti, alejándome de mí y
Cimentando mi alma
Busqué pero no encontraba
Ni rastro humano en ti
Construiste en ti una muralla
Bienvenido a ti São Paulo
Me perdí de mí en esta ciudad sin lugar
De los marquesinas, de las fracturas
Mismos vicios y estructuras
Y de las senzalas y picotas
Que sobreviven al grito del Ipiranga
De los apellidos y la distancia de lo que está vivo aquí
Construiste en ti una muralla
Bienvenido a ti São Paulo
Me perdí de mí en esta ciudad sin lugar
Cimentando mi alma
Busqué pero no encontraba
Ni rastro humano en ti
Construiste en ti una muralla
Bienvenido a ti São Paulo
Me perdí de mí en esta ciudad sin lugar, para mí