O Candeeiro e o Carro de Boi
Carro de boi, velho amigo cantador
Antigo seresteiro do sertão
Carro de boi, velho amigo cantador
Antigo seresteiro do sertão
Infelizmente o seu tempo já se foi
Tudo mudou com o progresso da nação
Eu também mudei muito do que era
De candeeiro a professor tempos depois
Mas não consigo esquecer das aventuras
Da mocidade no trabalho entre nós dois
Desça no grotão da minha mente
E siga em frente a estrada do coração
Não repare, carro velho, se eu chorar
E duetar com o gemer dos seus cocões
Carro de boi, onde está seu azeiteiro?
E o boi Fumaça, será que já morreu?
Carro de boi, onde está seu azeiteiro?
E o boi Fumaça, será que já morreu?
O seu carreiro onde é que passa agora?
Noutra função será que sofre quanto eu?
Desculpe, carro velho, se eu chorar
Sem esperança de outra vez voltar aqui
Quando estiver ensinando aula de história
Quero ouvir o seu cantar dentro de mim
Desça no grotão da minha mente
E siga em frente a estrada do coração
Não repare, carro velho, se eu chorar
E duetar com o gemer dos seus cocões
E duetar com o gemer dos seus cocões
El Farol y el Carro de Bueyes
Carro de bueyes, viejo amigo cantor
Antiguo serenatero del sertón
Carro de bueyes, viejo amigo cantor
Antiguo serenatero del sertón
Lamentablemente tu tiempo ya pasó
Todo cambió con el progreso de la nación
Yo también cambié mucho de lo que era
De farolero a profesor años después
Pero no logro olvidar las aventuras
De la juventud en el trabajo entre nosotros dos
Desciende al barranco de mi mente
Y sigue adelante por el camino del corazón
No te fijes, viejo carro, si lloro
Y hago dueto con el gemido de tus coyundas
Carro de bueyes, ¿dónde está tu aceitero?
¿Y el buey Humo, acaso ya murió?
Carro de bueyes, ¿dónde está tu aceitero?
¿Y el buey Humo, acaso ya murió?
¿Dónde anda tu carretero ahora?
¿En otra función sufre como yo?
Perdona, viejo carro, si lloro
Sin esperanza de volver aquí otra vez
Cuando esté enseñando historia en clase
Quiero escuchar tu canto dentro de mí
Desciende al barranco de mi mente
Y sigue adelante por el camino del corazón
No te fijes, viejo carro, si lloro
Y hago dueto con el gemido de tus coyundas
Y hago dueto con el gemido de tus coyundas
Escrita por: Helio Alves / Jeca Mineiro