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Triste Noticia

Galvan e Jovanito

Triste Notícia

Dia vinte e dois de março
Vou contá o que aconteceu
Na fazenda Cachoeira
A noite se apareceu
Dizem que tinha morrido
Dizem que tinha morrido
Um grande colega meu
Foi um causo muito triste
Que o sertão estremeceu
Só via gente chorando
Quando a noite se acorreu
Ao saber do acontecido
O meu coração doeu

Nós todos que vem no mundo
Tem um trecho pra avançar
Tudo que Deus ordenou
Ninguém pode desviar
Neste dia o Severiano
Saindo pra viajar
Em seu carro de transporte
Com destino a trabalhar
O coitado não sabia
Que a morte ia encontrar
Foi a última viagem
Para nunca mais voltar

E foi um rapaz de gosto
De todo mundo estimado
Motorista de transporte
Conhecido em todo o estado
Mas por uma infeliz sorte
Seu destino foi traçado
Numa estrada sete volta
Ele desceu embalado
Nesse momento tirano
O seu carro foi tombado
Quando acharam ele morto
De sangue estava molhado

Nunca vi tanta tristeza
Que surgiu naquele dia
Os seus pais em desespero
Na mais triste agonia
Chorando sem ter o consolo
Quando o seu rosto eles via
A lembrar aquele momento
Suas lágrimas caía
Por ver seu filho querido
Preso pela morte fria
Foi morar junto com Deus
Filho da Virgem Maria

Triste Noticia

El veintidós de marzo
Voy a contar lo que sucedió
En la hacienda Cachoeira
Apareció en la noche
Dicen que había fallecido
Dicen que había fallecido
Un gran amigo mío
Fue una historia muy triste
Que estremeció al sertón
Sólo se veía gente llorando
Cuando la noche cayó
Al enterarme de lo sucedido
Mi corazón se entristeció

Todos los que vienen al mundo
Tienen un camino por recorrer
Todo lo que Dios ordenó
Nadie puede desviar
Ese día Severiano
Salió para viajar
En su carro de transporte
Con destino a trabajar
El pobre no sabía
Que la muerte lo iba a encontrar
Fue el último viaje
Para nunca más regresar

Era un joven apreciado
Por todos en la región
Conductor de transporte
Conocido en todo el estado
Pero por una desafortunada suerte
Su destino fue trazado
En una curva cerrada
Salió despedido
En ese momento tirano
Su carro volcó
Cuando lo encontraron muerto
Estaba bañado en sangre

Nunca vi tanta tristeza
Que surgió en ese día
Sus padres desesperados
En la más triste agonía
Llorando sin consuelo
Al ver su rostro
Recordando ese momento
Sus lágrimas caían
Al ver a su querido hijo
Atrapado por la muerte fría
Fue a vivir junto a Dios
Hijo de la Virgen María

Escrita por: Galvan / Zé Alves