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Pelea de Casados

Galvão e Galvãozinho

Briga de Casado

Poucos dias lá em casa
Teve uma briga sem graça
Por causa de pouca coisa
Chegou levantar fumaça

A mulher me encantoou
Por causa de minhas cachaça
Foi lavando a minha cara
Quase acabou com a minha raça

Você vive de capricho
Só na birra e na pirraça
Eu sou de poucos recurso
Quarqué coisa me embaraça

Eu saí lá pro terreiro
Sobre a barra da calça
Pus o chapéu na cabeça
E pus a cara na margaça

Passei o dia na moita
Misturado com as abeia
Eu me vi atropelado
E agarrado nas oreia

Com foi escurecendo
Mais ou meno as seis e meia
Eu entrei pra porta a dentro
Com a cara muito feia

A mulher veio me xingando
Este causo tem areia
O porco sai do chiqueiro
Em quarqué parte lameia

Você vive só pras
Aberando casa alheia
Se eu descobrir suas maçada
Do couro eu tiro as correia

Ô mulher, tem paciência
Que tanto lhe atropela
Eu não sou chave de porta
E nem arco de panela

A mulher ficou calada
Deu um rapadinho na goela
Ela entrou lá pro quarto
Passou a mão na chinela

Eu me vi encantoado
Agarrado nas unhas dela
Eu saí lá pro terreiro
Confiado nas canela

Fui dá outra carreirinha
Quase quebrei minhas costela
Eu vortei pra trás sem graça
E fui pedi perdão pra ela

Ô mulher, tem paciência
Deixa de me atropelar
Eu nasci pra cantar moda
Não nasci pra trabalhar

Cara dura relaxada
Não conhece o seu lugar
Vamos ver se você vive
Só a custa de cantar

Você tá me relaxando
Agora eu vou confirmar
Que a árve que nasce torta
Não vai mesmo endireitar

Quando eu for na pagodeira
Bem longe do meu lugar
Se eu arranjar uma beiradinha
Faço meu disco virar

Pelea de Casados

Pocos días en casa
Hubo una pelea sin gracia
Por una tontería
Hasta se levantó humo

La mujer me encantó
Por culpa de mis tragos
Me lavó la cara
Casi me deja sin aliento

Tú vives caprichosa
Solo en berrinches y pataletas
Yo tengo pocos recursos
Cualquier cosa me complica

Salí al patio
Con la bragueta abierta
Me puse el sombrero
Y me enfrenté a la situación

Pasé el día entre los arbustos
Junto a las abejas
Me vi atropellado
Y agarrado de las orejas

Al oscurecer
Cerca de las seis y media
Entré a la casa
Con la cara muy seria

La mujer vino a insultarme
Este asunto tiene tela
El cerdo sale del chiquero
Y ensucia por todas partes

Tú vives solo para
Chismear de casas ajenas
Si descubro tus travesuras
Del cuero te saco las correas

Mujer, ten paciencia
No me atropelles tanto
No soy llave de puerta
Ni asa de sartén

La mujer se quedó callada
Se aclaró la garganta
Entró a la habitación
Y agarró la pantufla

Me sentí encantado
Atrapado por sus uñas
Salí al patio
Confundido por sus encantos

Di otro paso
Casi me rompo las costillas
Regresé avergonzado
Y le pedí perdón

Mujer, ten paciencia
Deja de atropellarme
Nací para cantar canciones
No para trabajar

Cara dura y relajada
No conoces tu lugar
Vamos a ver si vives
Solo cantando

Me estás relajando
Ahora lo confirmaré
El árbol que nace torcido
No se endereza

Cuando vaya al baile
Lejos de mi lugar
Si encuentro una esquina
Hago que mi disco se vuelva éxito

Escrita por: Gabriel Lopes / Galvãozinho