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Garza Vaquera

Galvão

Garça Vaqueira

De repente, elas passam silenciosas
Como um branco, etéreo planador
Nesse céu encarnado de poente
Sobre a minha cabeça
E decaem graciosas, cantando em seu bailado
Sobre as águas, sobre as margens
Sobre a mata, desse Lago do Amor

Garça vaqueira que vem lá do sudoeste
Das pastagens e campinas, das encostas pirambeiras
A noite chega com centenas reunidas
Pra matarem a sua sede e logo vão dormir
Pois amanhã será um novo dia
Manhãzinha... Um novo verde vaquejar!

Carrapateira... Eh, boi
A natureza fez de mim sua parceira

Seu carrapato, cato, prato favorito
Enquanto você pasta
Eu vou bicando o seu cupim
É bem assim

Garza Vaquera

De repente, pasan silenciosas
Como un blanco, etéreo planeador
En este cielo encarnado de atardecer
Sobre mi cabeza
Y caen graciosas, cantando en su baile
Sobre las aguas, sobre las orillas
Sobre la selva, de este Lago del Amor

Garza vaquera que viene del suroeste
De los pastizales y campos, de las laderas empinadas
La noche llega con cientos reunidas
Para saciar su sed y luego van a dormir
Porque mañana será un nuevo día
Mañanita... ¡Un nuevo verde vaquear!

Carrapateira... Eh, toro
La naturaleza me hizo su compañera

Tu garrapata, recojo, plato favorito
Mientras tú pastas
Yo voy picoteando tu termita
Es así

Escrita por: Dario Pires / Galvão