Noites Insones
Por esses caminhos que eu percorri
Eu vi tantas coisas que até Deus duvida
Crianças pedindo o quê de comer
Famintas, crescidas
Em jaulas (as vi) já como animais
E vi muito mais... Surreais
Formiga vadia, cigarra chorosa
Bisonhas cegonhas ao sul de Noronha
No canto do inferno, um oásis de rosas
Por tudo que eu vi - entendi!
Que o que se vê é como moeda
É cara, é coroa, feitiço, ilusão
Se depende da sorte
Se depende do norte
Muito mais da ocasião
E no verso, reverso, da minha história
Qual é a cara que eu vejo, estampada, agora?
Aquela fingida ou a dessa hora
(De noites insones)
Que me olha e me chora pra não mais ir embora
Noches sin dormir
Por estos caminos que recorrí
Vi tantas cosas que hasta Dios duda
Niños pidiendo qué comer
Hambrientos, crecidos
En jaulas (los vi) ya como animales
Y vi mucho más... Surreales
Hormiga vaga, cigarra llorona
Torpes cigüeñas al sur de Noronha
En el rincón del infierno, un oasis de rosas
Por todo lo que vi - entendí!
Que lo que se ve es como moneda
Es cara, es sello, hechizo, ilusión
Depende de la suerte
Depende del norte
Mucho más de la ocasión
Y en el verso, reverso, de mi historia
¿Cuál es la cara que veo, estampada, ahora?
¿La fingida o la de este momento?
(De noches sin dormir)
Que me mira y me ruega para no irme nunca más
Escrita por: Dario Pires / Galvão