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Reflexiones de Cantina

Galvão

Reflexões de Butiquim

Eu neste bar a pensar, ao fim do dia
Ser capaz que sobrem dedos nestas mãos
Para contar futuros carnavais
Mas se o futuro, dizem, a Deus pertence
Lanço fora esta cisma recorrente
Que felizmente não convence
Peço ao garçon que me traga uma gelada
Para olhar toda essa gente

Bem aqui ao meu redor
Que foi cedo pro trabalho
Deu um duro e agora volta
Volta e meia para casa descansar
E amanhã, tudo, tudo, tão igual
Que não sei se eles pensam
Um pensar conceitual
E amanhã, tudo, tudo, tão igual

Que não sei se ainda vale
Ler notícias de jornal
Eu vou fazer mesuras e partir
O velho já me fez, eu agora as devolvi
Te juro que farei mesuras para ti
Mas só quando chegar a minha vez

Reflexiones de Cantina

Yo en este bar pensando, al final del día
¿Seré capaz de que me sobren dedos en estas manos
Para contar futuros carnavales?
Pero si dicen que el futuro pertenece a Dios
Descarto esta preocupación recurrente
Que afortunadamente no convence
Le pido al mesero que me traiga una cerveza fría
Para observar a toda esta gente

Justo aquí a mi alrededor
Que se fue temprano al trabajo
Trabajó duro y ahora regresa
De vez en cuando a casa a descansar
Y mañana, todo, todo, tan igual
Que no sé si piensan
Un pensamiento conceptual
Y mañana, todo, todo, tan igual

Que no sé si aún vale la pena
Leer noticias de periódico
Voy a hacer reverencias y partir
El viejo ya me las hizo, ahora se las devuelvo
Te juro que haré reverencias por ti
Pero solo cuando llegue mi turno

Escrita por: Dario Pires / Galvão