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Reír de Mí

Galvão

Rir de Mim

Por vezes, eu danço sozinho
Eu ligo o rádio, escondido, num cantinho
Para que ninguém me veja, e não me vendo
Eu (feliz!) possa dançar

Eu já não sei donde foi que eu soube disso
Mas não me canso de tanto perguntar
Se já parei de cantar, de dançar?
Parei de rir das graças que me contam?

Mas, hoje em dia, as pessoas estressadas
Angustiadas, já não contam mais estórias engraçadas
Sabendo disso, assim, eu as invento
E rio delas e também rio de mim

Reír de Mí

A veces, bailo solo
Enciendo la radio, escondido en un rincón
Para que nadie me vea, y no viéndome
Yo (¡feliz!) pueda bailar

Ya no sé de dónde saqué eso
Pero no me canso de preguntar tanto
¿Ya dejé de cantar, de bailar?
¿Dejé de reírme de las gracias que me cuentan?

Pero, hoy en día, la gente estresada
Angustiada, ya no cuenta historias graciosas
Sabiendo esto, así, las invento
Y me río de ellas y también me río de mí

Escrita por: Dario Pires / Galvão