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De Cabeça Virada

Gambeta

De Cabeça Virada

E lá vai você
Muito doido novamente
Correndo atrás do vento
E o vendaval dentro de sua mente
O que vai levando
O que vem trazendo?

Dos quatros cantos
Nunca leva
Nem traz uma boa resposta
Mente insana
E o corpo entorpecido
Pelos seus envaidecidos encantos
De cabeça você embarcou nesta
O que só você vê?
É muito além
Do que você prevê
Só mais um pobre rico refém
Criou seu próprio cativeiro
Você se embriaga
Sobrevive de falsas esperanças
Quem se decepcionará primeiro?
Que se atire do desfiladeiro
Sobre vãs promessas

Este mundo
Pode até ser todo seu
Mas sempre
Aos seus pés você se rendeu
Em uma viagem biruta
À terra do nunca
Da qual você jamais deveria ter ido
E agora?
Da esquina jamais passará
Um sonho medonho
Tristonho
Que jamais deveria ser nascido

Mas você se arrasta
E não escapa
Garras feito arame farpado
Estão de guarda em alerta
Encurralado
Mais uma vez você se aventura
Inflamado pela sua loucura
Brincando em um belo campo minado
Você mal junta seus pedaços

De Cabeça Virada

Y allá vas tú
Muy loco de nuevo
Corriendo tras el viento
Y el vendaval dentro de tu mente
¿Qué lleva?
¿Qué trae?

De los cuatro rincones
Nunca lleva
Ni trae una buena respuesta
Mente insana
Y el cuerpo entorpecido
Por tus vanidosos encantos
De cabeza te embarcaste en esto
¿Qué solo tú ves?
Es mucho más
De lo que prevés
Sólo otro pobre rico rehén
Creó su propio cautiverio
Te embriagas
Sobrevives de falsas esperanzas
¿Quién se decepcionará primero?
Que se arroje del precipicio
Sobre vanas promesas

Este mundo
Puede ser todo tuyo
Pero siempre
A tus pies te rendiste
En un viaje desquiciado
A la tierra de nunca jamás
A la que nunca debiste haber ido
¿Y ahora?
De la esquina nunca pasarás
Un sueño espantoso
Triste
Que nunca debió nacer

Pero te arrastras
Y no escapas
Garras como alambre de púas
Están en guardia alerta
Atrapado
Una vez más te aventuras
Inflamado por tu locura
Jugando en un hermoso campo minado
A duras penas juntas tus pedazos

Escrita por: Gambeta