Desastrado
Quando estou ao teu lado
Sou sempre desastrado
Tudo o que me acontece
Não estava planeado
Que impressão ficou de mim
Não era suposto ser assim
Pois logo que te vais
O azar não ataca mais
Esta triste sina
Que me incrimina
E mesmo que a mão
Tenha um palmo de razão
Não vou acreditar
Se nos virmos outra vez
Com que cara tu me irás olhar
O embaraço já me desfez
É a paga de te impressionar
Sobra pouco mais que o medo
Deste fracasso no nosso enredo
Porque é que logo que te vais
O azar não ataca mais
Esta triste sina
Que me incrimina
E mesmo que a mão
Tenha um palmo de razão
Não vou acreditar
Haverá alguma cura pro meu
Desastre e desventura
Baralhado aos tropeções
Haverá outro presságio
Que não leve ao naufrágio
Que escolhe sempre os trapalhões
Esta triste sina
Que me incrimina
E mesmo que a mão
Tenha um palmo de razão
Não vou acreditar (não vou)
Não vou acreditar (não vou)
Não vou acreditar
Desastrado
Cuando estoy a tu lado
Siempre soy un desastre
Todo lo que me sucede
No estaba planeado
¿Qué impresión quedó de mí?
No se suponía que fuera así
Pues tan pronto te vas
La mala suerte ya no ataca más
Esta triste suerte
Que me incrimina
Y aunque la mano
Tenga un palmo de razón
No voy a creer
Si nos vemos otra vez
¿Con qué cara me mirarás?
La vergüenza ya me deshizo
Es el precio de impresionarte
Sobra poco más que el miedo
De este fracaso en nuestro enredo
Porque tan pronto te vas
La mala suerte ya no ataca más
Esta triste suerte
Que me incrimina
Y aunque la mano
Tenga un palmo de razón
No voy a creer
¿Habrá alguna cura para mi
Desastre y desventura?
Confundido y tropezando
¿Habrá otro presagio
Que no lleve al naufragio
Que siempre elige a los torpes?
Esta triste suerte
Que me incrimina
Y aunque la mano
Tenga un palmo de razón
No voy a creer (no voy)
No voy a creer (no voy)
No voy a creer
Escrita por: André Pires Costa / Tiago Luz