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Garicaya

Boi Garantido

Garicaya

Rugido de feras no ermo da selva
Confundem-se com soar de
Tambores e trovões
Preparem-se povos beligerantes do
Rio solimões
O medo que busca coragem na fúria
Do temporal
Desperta da maloca de ossos
O monstro sobrenatural

Guaricaya, guaricaya

A proteção de totens de ídolos
Em fibras trançadas, crânios
Deformados
Vestes de algodão tingido
Lança na mão do índio gigante
Com braços de onça pintada
Mascarado espírito guardião

Quando surge, quando ruge
Ele vem pra castigar as almas

Convoca suçuaranas, jaguatiricas,
Maracajás
Marchem guerrilheiros, remem
Canoeiros
Celebração de oblação
O transe do rapé
Para encontrar e cultuar a fera voraz

Guaricaya, guaricaya
Ele vem, ele vem, ele vem, pra
Castigar as
Almas
Fuja, fuja, fuja, fuja, fuja

Garicaya

Rugido de fieras en la soledad de la selva
Se confunden con el sonido de
Tambores y truenos
Prepárense pueblos beligerantes del
Río Solimões
El miedo que busca valentía en la furia
Del temporal
Despierta de la maloca de huesos
El monstruo sobrenatural

Guaricaya, guaricaya

La protección de tótems e ídolos
En fibras trenzadas, cráneos
Deformados
Vestimentas de algodón teñido
Lanza en la mano del indio gigante
Con brazos de jaguar pintado
Espíritu guardián enmascarado

Cuando aparece, cuando ruge
Viene a castigar las almas

Convoca pumas, jaguarundis,
Maracajás
Marchen guerrilleros, remen
Canoeros
Celebración de ofrenda
El trance del rapé
Para encontrar y adorar a la fiera voraz

Guaricaya, guaricaya
Viene, viene, viene, a
Castigar las
Almas
Huye, huye, huye, huye, huye

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