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El Alambre

Garoto Experimental

O Arame

Sem mais delongas, as coisas acontecem
E eu nem percebi.
Como poderia?
Os dias pareciam todos iguais...
Vi a poeira se aproximando de meus livros,
mas pensei: pode vir!
Sei lá, não tava muito a fim de pensar nisso.

Mas agora, os frutos aparecem
E eu me arrasto como meus dias.
Nem as engrenagens do tempo foram tão sutis
Nem seu amor, uma vida toda.
Falo de ti como a única que não me conhecia
Ou não quis.
Puxa, eu ainda nem voei e já estou esparramado!
Espere-me crescer!
Quem sabe, as pontes se cruzem...

Os Problemas dos adesivos, dos sabores sem graça
São os que não tive tempo de criar.
São as passarelas que caem pelo excesso de carga.
E a vista, que de tanto ver se entristece e resolve sozinha o nosso dia.

É assim que fazemos.
É assim que me perco.
Por quê então, não foste tudo o que não poderia ser?
Não quis ver o leite derramado?
Não deixou de treinar uma boa desculpa?
Não.

Passei na madrugada a transportar em cada fluxo sanguineo..
E não pelo meu terno limpo e engomado, mas de acordo com as horas.
Foi por ali que me perdi,
Aos trapos me entreguei
E pedinte fui pra ti.
Mas nem seu amor uma vida toda eu não quis!
É assim que fazemos, não?!
E pedinte fui pra ti.

El Alambre

Sin más rodeos, las cosas suceden
Y ni siquiera me di cuenta.
¿Cómo podría?
Los días parecían todos iguales...
Vi el polvo acercándose a mis libros,
Pero pensé: ¡que venga!
No sé, no estaba muy interesado en pensar en eso.

Pero ahora, los frutos aparecen
Y me arrastro como mis días.
Ni siquiera los engranajes del tiempo fueron tan sutiles
Ni tu amor, toda una vida.
Hablo de ti como la única que no me conocía
O que no quiso.
¡Caray, ni siquiera he volado y ya estoy desplomado!
¡Espérame crecer!
Quién sabe, tal vez los puentes se crucen...

Los problemas de los adhesivos, de los sabores sin gracia
Son los que no tuve tiempo de crear.
Son las pasarelas que caen por el exceso de carga.
Y la vista, que de tanto ver se entristece y resuelve sola nuestro día.

Así es como lo hacemos.
Así es como me pierdo.
¿Por qué entonces, no fuiste todo lo que no podrías ser?
¿No quisiste ver la leche derramada?
¿No dejaste de entrenar una buena excusa?
No.

Pasé en la madrugada transportando en cada flujo sanguíneo...
Y no por mi traje limpio y planchado, sino de acuerdo con las horas.
Fue por ahí donde me perdí,
A los harapos me entregué
Y mendigo fui para ti.
¡Pero ni siquiera tu amor toda una vida quise!
¡Así es como lo hacemos, ¿no?!
Y mendigo fui para ti.

Escrita por: Ricardo Lacerda