Norte Estrada
Deixa luz na varanda acesa
Que a paz vai voltar
Põe as cartas e as mãos sobre a mesa
Sem poder mais blefar
Quem foi que disse que você
Não vai se preocupar?
O quanto, quando, aonde, o quê?
Sempre a se perguntar
Eu não saí aos dezesseis de casa pra não conseguir chegar
Minhas estradas são os rios do Oeste do Pará
Santarém, Monte Alegre ou subindo o rio de Oriximiná
Por en passant, a nossa música vou deixar
Deixa a vela do Círio acesa
Para enxergar
Ensurdecer pro recital da tristeza
Se alguém te declamar
Quem foi que disse que você
Não vai se preocupar?
Não vai dar certo!
Tá bom!
Já chega!
Cansado de escutar
Eu não saí aos dezesseis de casa pra não conseguir chegar
Manaus é Michigan, Paris virou Belém do Pará
Por onde andei, por onde andar
No violão a solfejar
De coração a dedilhar
Com sol a pino ou frio gear
Por en passant a nossa música vou deixar
Camino del Norte
Deja la luz encendida en el balcón
Que la paz volverá
Pon las cartas y las manos sobre la mesa
Sin poder fingir más
¿Quién dijo que tú
No te preocuparás?
¿Cuánto, cuándo, dónde, qué?
Siempre preguntándote
No salí a los dieciséis de casa para no poder llegar
Mis caminos son los ríos del Oeste de Pará
Santarém, Monte Alegre o subiendo el río de Oriximiná
De pasada, nuestra música dejaré
Deja la vela del Círio encendida
Para poder ver
Ensordecer para el recital de la tristeza
Si alguien te declama
¿Quién dijo que tú
No te preocuparás?
¡No va a funcionar!
¡Está bien!
¡Ya basta!
Cansado de escuchar
No salí a los dieciséis de casa para no poder llegar
Manaus es Michigan, París se convirtió en Belém do Pará
Por donde anduve, por donde andaré
En la guitarra solfeando
Con el corazón dedeando
Con sol a pleno o frío calando
De pasada nuestra música dejaré