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Atardecer

Gelson Manzoni

Entardecer

Um matiz caboclo pinta o céu de vinho
Pra morar sozinho, todo o pago é pouco
Todo o céu se agita, o horizonte é louco
Num matiz caboclo de perder de vista

Amada, amada
Por viver sozinho, não me apego a nada
Amada, amada
Por viver sozinho, não me apego a nada

O minuano rincha nas estradas rubras
Repontando as nuvens pelos céus arriba
O Sol poente arde em sobrelombo à crista
Quando Deus artista vem pintar a tarde

Amada, amada
Por viver sozinho, não me apego a nada
Amada, amada
Por viver sozinho, não me apego a nada

Um matiz de chumbo predomina agora
Vai chegando a hora de pensar meu rumo
Alço o olhar lobuno mais além do poente
Onde vive ausente meu sonhar reiuno

Amada, amada
Por viver sozinho, não me apego a nada
Amada, amada
Por viver sozinho, não me apego a nada

Amada, amada
Por viver sozinho, não me apego a nada
Amada, amada
Por viver sozinho

Atardecer

Un matiz criollo pinta el cielo de vino
Para vivir solo, todo es poco
Todo el cielo se agita, el horizonte está loco
En un matiz criollo que se pierde de vista

Amada, amada
Por vivir solo, no me aferro a nada
Amada, amada
Por vivir solo, no me aferro a nada

El viento del sur silba en los caminos rojizos
Rebotando las nubes por los cielos arriba
El Sol poniente arde en lo alto de la cresta
Cuando Dios artista viene a pintar la tarde

Amada, amada
Por vivir solo, no me aferro a nada
Amada, amada
Por vivir solo, no me aferro a nada

Un matiz plomizo predomina ahora
Se acerca la hora de pensar en mi rumbo
Levanto la mirada más allá del poniente
Donde vive ausente mi sueño real

Amada, amada
Por vivir solo, no me aferro a nada
Amada, amada
Por vivir solo, no me aferro a nada

Amada, amada
Por vivir solo, no me aferro a nada
Amada, amada
Por vivir solo

Escrita por: Antonio Augusto Ferreira / Ewerton Ferreira