Barro Vermelho
Eu voltei pro meu sertão
Com a malinha na mão
A velha estrada eu segui
Eu voltei para buscar
Onde um dia eu deixei
Meus pais a me esperar
Calça acima do joelho
Pisando barro vermelho
Parece uma ironia
Pois nesta hora chovia
Bateu forte a saudade
Me lembrei da mocidade
Tempos bons que ali vivia
Quando eu cheguei à baixada
O riozinho que cortava
O sitinho do meu pai
Com a chuva que caía
Suas águas já barrenta
A ponte de pau cobria
Somente a pinguelinha
Que havia um pouco acima
Parecendo me chamar
Para nela atravessar
Mas levei um escorregão
E quase me molhei
Nas águas do ribeirão
Quando eu cheguei ao ranchinho
Que meu velho pai morava
Um letreiro avistei
Desculpe filho querido
Por esses anos sumido
De saudades não aguentei
Sobre o barro vermelho
Me curvei então de joelhos
Um grito de desespero
Ali mesmo eu soltei
Por causa da ambição
Eu perdi meus dois tesouros
Meus velhos do coração
Por causa da ambição
Eu perdi meus dois tesouros
Meus velhos do coração
Barro Rojo
Regresé a mi tierra natal
Con mi maletita en la mano
Seguí el viejo camino
Regresé para buscar
Donde una vez dejé
A mis padres esperándome
Pantalones por encima de las rodillas
Pisando barro rojo
Parece una ironía
Porque en ese momento llovía
La añoranza golpeó fuerte
Recordé mi juventud
Los buenos tiempos que viví allí
Cuando llegué al valle
El arroyito que cruzaba
La finca de mi padre
Con la lluvia cayendo
Sus aguas ya turbias
Cubrían el puente de madera
Solo el tronco resbaladizo
Que estaba un poco más arriba
Parecía llamarme
Para cruzarlo
Pero resbalé
Y casi me mojo
En las aguas del arroyo
Cuando llegué a la casita
Donde vivía mi viejo padre
Vi un letrero
Perdóname querido hijo
Por todos estos años desaparecido
No aguanté la nostalgia
Sobre el barro rojo
Me arrodillé entonces
Un grito desgarrador
Solté en ese momento
Por causa de la ambición
Perdí mis dos tesoros
Mis viejos del corazón
Por causa de la ambición
Perdí mis dos tesoros
Mis viejos del corazón