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Milonga

Giancarlo Rufatto

Milonga

Eu queria saber pra onde olhar
Quando tudo que eu toco não me é familiar
E a escuridão, já não nos protege mais
tantos olhos, um só infinito
meus olhos já não vêem
Eu não posso te dizer
O que mudou entre nós entre nós
Apodreceram meus sapatos e agora meus pés queimam sobre esse asfalto quente
é um esforço inútil querer fugir pra lugar algum
Fico falando sozinho
dizendo coisas que eu nem sinto
Imaginando alguém vindo na minha direção
Esse sou eu a escuridão
Esse sou eu a escuridão
Esse sou eu a escuridão.

Milonga

Quería saber hacia dónde mirar
Cuando todo lo que toco no me resulta familiar
Y la oscuridad, ya no nos protege más
tantos ojos, un solo infinito
mis ojos ya no ven
No puedo decirte
Lo que cambió entre nosotros
Mis zapatos se pudrieron y ahora mis pies arden sobre este asfalto caliente
Es inútil intentar huir a ningún lado
Me quedo hablando solo
diciendo cosas que ni siento
Imaginando a alguien acercándose hacia mí
Este soy yo, la oscuridad
Este soy yo, la oscuridad
Este soy yo, la oscuridad.