Franqueza Rude
O teu olhar, tem tanto fogo e tanto ardor,
Que é bem capaz, de seduzir e de prender,
Mais é o efeito de um capricho e não de amor,
Porque em teu peito, amor não pode mais haver.
Tem conseguido, acorrentar aos olhos teus,
Os desditosos, que se deixam iludir,
Pois há mim, não prenderás, juro por deus,
Que aos teus ardís, eu hei de sempre resistir.
Eu não me iludo não,
Com teu olhar ardente,
Porque teu coração,
Pertence há muita gente.
Acostumada a seduzir e a dominar,
Julgaste fácil, dominar a mim também,
Mas nunca ao teu querer eu hei de me curvar,
Porque sou muito altivo e como eu sou ninguém,
Tiveste um dia, a vã idéia em me fitar,
Com toda a força de teus olhos de serpente,
Eu não me deixo fascinar, por teus olhares,
Eu não me prendo nos teus olhos, na corrente.
Mesmo que teu amor,
Seja um amor sincero,
Mil vezes quero a dor,
Mas teu amor, não quero !
Não quero amor,
De quem amando, todo mundo,
Não sabe amar,
Como a um só se deve amar,
Embora o meu penar,
Seja um penar profundo,
Não hei de amar-te um segundo,
E nunca, nunca te beijar,
Transformarei meu coração num baluarte,
Pra resistir, aos teus assaltos, infernais,
Hei este orgulho dominar,
Hei de mostrar-te,
Que tu só és,
Mulher, mulher e nada mais !
Não estejas a fitar,
Assim quem não te quer,
Quem nunca ás de domar,
Quem nunca ás de vencer !...
Franqueza Ruda
Tu mirada, tiene tanto fuego y tanto ardor,
Que es capaz, de seducir y de atrapar,
Pero es el efecto de un capricho y no de amor,
Porque en tu pecho, amor ya no puede existir.
Has logrado, encadenar a tus ojos,
A los desdichados, que se dejan engañar,
Pero a mí, no me atraparás, lo juro por dios,
Que a tus artimañas, siempre resistiré.
No me ilusiono,
Con tu mirada ardiente,
Porque tu corazón,
Pertenece a mucha gente.
Acostumbrada a seducir y dominar,
Pensaste que sería fácil, dominarme también,
Pero nunca me doblegaré a tu voluntad,
Porque soy muy altivo y como yo, nadie más,
Un día tuviste la vana idea de mirarme,
Con toda la fuerza de tus ojos de serpiente,
No me dejo fascinar por tus miradas,
No me enredo en tus ojos, en la corriente.
Aunque tu amor,
Sea un amor sincero,
Mil veces prefiero el dolor,
Pero tu amor, no lo quiero.
No quiero el amor,
De quien amando a todo el mundo,
No sabe amar,
Como se debe amar a uno solo,
Aunque mi sufrimiento,
Sea un sufrimiento profundo,
No te amaré ni un segundo,
Y nunca, nunca te besaré,
Convertiré mi corazón en una fortaleza,
Para resistir tus asaltos infernales,
Este orgullo dominaré,
Te mostraré,
Que solo eres,
Mujer, mujer y nada más.
No sigas mirando,
A quien no te quiere,
A quien nunca podrás domar,
¡A quien nunca podrás vencer!...
Escrita por: J. B / M. Da Silva