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Tiempo de Niñez

Gilberto Gomes

Tempos de Criança

Sentado na sombra olhando a carreta
Peguei a caneta e estes versos escrevi
Lembrei do ranchinho meus pais e meus irmãos
Meu velho rincão aonde nasci
Meus doces momentos que eu trago na lembrança
Os tempos de criança lá em piratini

Do primeiro dia que eu fui pra o colégio
Bichinho do brejo apelido surgiu
Camisinha branca calção de elástico
Num saquinho plástico os cadernos vazio
Pertinho da escola à beira do mato
Fui calçar o sapato e não me serviu

Pegava o bodoque e minha sacolinha
Cheia de pedrinha eu ia caçar
Com cachorro preto sempre ao meu lado
Naqueles banhados correndo preá
Com os filhos me vinha na sanga eu pescava
Comia goiaba e melava arapua

Dia de semana eu tinha compromisso
De fazer o serviço que o meu pai mandava
Cuidava os cachorros pastoreava as vacas
E lá da estaca o terneiro eu mudava
Debulhava milho pra os porco e galinha
E da cacimbinha a água eu buscava

Os anos passaram e ficou a saudade
Da infância a mocidade que no tempo se perdeu
E quem nesta hora está à minha escuta
Com certeza absoluta recorda como eu
O que agente depois que envelhece
Morre velho e não esquece o lugar onde nasceu

Tiempo de Niñez

Sentado a la sombra mirando la carreta
Tomé la pluma y estos versos escribí
Recordé el ranchito, mis padres y mis hermanos
Mi viejo terruño donde nací
Mis dulces momentos que guardo en la memoria
Los tiempos de niñez allá en Piratini

Desde el primer día que fui al colegio
'Bichinho do brejo' apodo surgió
Camiseta blanca, pantalón de elástico
En una bolsita plástica, los cuadernos vacíos
Cerca de la escuela, al borde del monte
Fui a calzarme el zapato y no me sirvió

Tomaba la honda y mi bolsita
Llena de piedritas, iba a cazar
Con el perro negro siempre a mi lado
En esos pantanos corriendo liebres
Con los amigos venía, en el arroyo pescaba
Comía guayabas y me embarraba de arapua

Días de semana tenía compromiso
De hacer el trabajo que mi padre mandaba
Cuidaba los perros, pastoreaba las vacas
Y desde el poste, cambiaba al ternero
Desgranaba maíz para los cerdos y gallinas
Y del pozo, el agua yo traía

Los años pasaron y quedó la nostalgia
De la infancia a la juventud que se perdió en el tiempo
Y quien en este momento me escucha
Seguramente recuerda como yo
Lo que uno después que envejece
Muere viejo y no olvida el lugar donde nació

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