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La casita del árbol de Umbú

Gildo de Freitas

Casinha do pé de Umbu

Casinha do pé de Umbu

Já muito tempo passou-se
Porém me recordo ainda
De uma sombra muito linda
De um umbu, intitulado
Era ali o meu sesteiro
Minhas horas de recreio
De meus filhos arrodeado
Depois que nós almoçava
Era ali que eu sesteava
Reunindo a família
O Jorge, o Paulo, o José
A Jurema minha mulher
E a Neuza minha filha
Aquela nossa alegria
Pra mim até parecia
Que não terminava mais
Mas qual ? Terminou ligeiro
Porque o destino traiçoeiro
Vinha correndo de trás.

Casinha do Pé de Umbu
Pergunto como vai tu ?
Como vai minha famíia ?
Que fim levou meus carinhos
Os meus queridos filhinhos
E da minha mulher querida
Casinha eu pergunto ainda
Onde anda as pilchas linda
Que eu deixei por aí ?
O arreio, o meu cavalo
E o laço de eu dar pealo
Que eu nunca mais esqueci.

Casinha quando eu saí
De todos me despedi
Há muitos anos atrás
Saí pra voltar ligeiro
Mas o bom laço traiçoeiro
Não me deixou voltar mais
Casa velha te convença
Que não é como se pensa
Nasce na idéia da gente
Eu sei que eu bem voltava
Eu mesmo não esperava
Que eu caísse doente.

Não existe pra vocês
Porém me ajude outra vez
Por minha esposa querida
Rezar pelos nossos filhos
Para que tenham bom trilho
Na longa estrada da vida
Eu sei que não darei volta
Mas mesmo assim não te importa
Por que o destino quer
Os filhos honram meu nome
Eu sofri na leide homem
Tu sofres por ser mulher.

La casita del árbol de Umbú

La casita del árbol de Umbú

Ya ha pasado mucho tiempo
Pero aún recuerdo
La sombra tan hermosa
De un umbú, como lo llamábamos
Era mi lugar de siesta
Mis horas de recreo
Rodeado de mis hijos
Después de almorzar
Era allí donde descansaba
Reuniendo a la familia
Jorge, Paulo, José
Jurema, mi esposa
Y Neuza, mi hija
Esa alegría nuestra
Para mí parecía
Que nunca terminaba
Pero ¿qué pasó? Terminó rápido
Porque el destino traicionero
Venía corriendo por detrás.

La casita del árbol de Umbú
Pregunto, ¿cómo estás tú?
¿Cómo está mi familia?
¿Qué pasó con mis cariños?
Mis queridos hijos
Y mi amada esposa?
Casita, aún pregunto
¿Dónde están las hermosas prendas
Que dejé por ahí?
El arreo, mi caballo
Y el lazo para el pealo
Que nunca olvidé.

Cuando me fui de la casita
Me despedí de todos
Hace muchos años
Salí para volver pronto
Pero el destino traicionero
No me dejó regresar
Casita vieja, entiende
Que no es como uno piensa
Nace en la mente de uno
Sé que volvería bien
Yo mismo no esperaba
Enfermarme.

No existes para ustedes
Pero ayúdame de nuevo
Por mi amada esposa
Rezar por nuestros hijos
Para que tengan buen camino
En la larga carretera de la vida
Sé que no volveré
Pero aún así no importa
Porque el destino lo quiere
Los hijos honran mi nombre
Yo sufrí como hombre
Tú sufres por ser mujer.

Escrita por: Gildo De Freitas