Rancho Sem Vida
Rancho Sem Vida
Meu rancho caído na beira da estrada
Tu deve alembrar do que alembro também
Quando eu brincava com a criançada
Meus bons companheiros que eu tanto quis bem
Ranchinho te alembras as noites de Lua
Que eu abraçava o meu violão
Meus bons companheiros também me arrodeavam
Escutando verso com toda atenção
Mais tarde obriguei-me a sair pelo mundo
Chorando a saudade da separação
Porque a morte arrancou um tesouro
Que eu tinha guardado no meu coração
Depois que eu perdi a minha mãe querida
Não tive na vida sossego pra nada
Vivendo tristonho num triste abandono
Qual um cão sem dono na beira da estrada
Hoje ao passar por aqui recordei
As horas alegres que tornou-se nada
Aqui eu perdi quem eu tanto eu amei
E a minha alegria ficou sepultada
Aqui eu perdi o meu querido pai
A minha mãezinha também faleceu
Hoje só resta este rancho caído
E um cantor tristonho que sou eu
Meu rancho sem vida na beira da estrada
E dentro de ti ninguém mais morou
Não presta pros outros porque não tens teto
Mais o meu afeto contigo ficou
Eu vou reformar-te, fazer-te capela
Pra ele e pra ela que um filho deixaram
E de hoje em diante serás campo santo
Daqueles que tanto meu berço embalaram
Rancho Sin Vida
Rancho Sin Vida
Mi rancho caído al borde del camino
Debes recordar lo que yo también recuerdo
Cuando jugaba con los niños del barrio
Mis buenos amigos a quienes tanto quise
Rancho, ¿te acuerdas de las noches de luna?
Que abrazaba mi guitarra
Mis buenos compañeros también me rodeaban
Escuchando versos con toda atención
Más tarde me vi obligado a salir al mundo
Llorando la nostalgia de la separación
Porque la muerte me quitó un tesoro
Que guardaba dentro de mi corazón
Después de perder a mi querida madre
No tuve en la vida paz para nada
Viviendo triste en un triste abandono
Como un perro sin dueño al borde del camino
Hoy al pasar por aquí recordé
Las horas alegres que se volvieron nada
Aquí perdí a quien tanto amé
Y mi alegría quedó sepultada
Aquí perdí a mi querido padre
Mi mamita también falleció
Hoy solo queda este rancho caído
Y un cantante triste que soy yo
Mi rancho sin vida al borde del camino
Y dentro de ti nadie más ha vivido
No sirve para otros porque no tienes techo
Pero mi cariño contigo quedó
Voy a renovarte, hacerte una capilla
Para él y para ella que un hijo dejaron
Y de hoy en adelante serás campo santo
De aquellos que tanto me arrullaron en la cuna
Escrita por: Gildo de Freitas