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Corazón Materno

Gilliard

Coração Materno

Disse um campônio a sua amada
Minha idolatrada, diga o que quer
Por ti, vou matar, vou roubar
Embora tristeza me causes, mulher!

Provar, quero eu, que te quero
Venero os teus olhos, teu porte e teu ser
Mas, diga sua ordem, espero
Por ti não me importa matar, ou morrer
E ela disse ao campônio a brincar
Se é verdade tua louca paixão
Parte já e para mim vai buscar
De tua mãe, inteiro coração

E a correr o campônio partiu
Como um raio, na estrada sumiu
E sua amada qual louca ficou
A chorar, na estrada tombou

Chega à choupana o campônio
E encontra a mãezinha ajoelhada a rezar
Rasga-lhe o peito o demônio
Tombando a velhinha aos pés do altar

Tira do peito sangrando
Da velha mãezinha, o pobre coração
E volta a correr proclamando
Vitória! Vitória de minha paixão!

Mas em meio da estrada caiu
E na queda, uma perna partiu
E a distância saltou-lhe da mão
Sobre a terra, o pobre coração.

Nesse instante uma voz ecou
Magoou-se, pobre filho meu
Vem buscar-me, filho aqui estou
Vem buscar-me, que ainda sou teu

Corazón Materno

Disse um campônio a sua amada
Mi adorada, dime qué quieres
Por ti, voy a matar, voy a robar
Aunque me causes tristeza, mujer!

Quiero demostrar que te quiero
Venero tus ojos, tu porte y tu ser
Pero, dime tu orden, espero
Por ti no me importa matar, o morir

Y ella le dijo al campesino bromeando
Si es verdad tu loca pasión
Parte ya y ve a buscar
De tu madre, el corazón entero

Y el campesino corrió
Como un rayo, desapareció en el camino
Y su amada quedó como loca
Llorando, en el camino cayó

Llega a la choza el campesino
Y encuentra a la madrecita arrodillada rezando
El demonio le rasga el pecho
Haciendo caer a la anciana a los pies del altar

Saca del pecho sangrante
El pobre corazón de la viejecita
Y vuelve corriendo proclamando
¡Victoria! ¡Victoria de mi pasión!

Pero en medio del camino cayó
Y en la caída, una pierna se rompió
Y la distancia le saltó de la mano
Sobre la tierra, el pobre corazón

En ese instante una voz resonó
Me duele, pobre hijo mío
Ven a buscarme, hijo aquí estoy
Ven a buscarme, que aún soy tuya

Escrita por: Nenéo / Gilliard