Papéis de Chocolate
Em minha rua
Não há noite, não há dia
Não há vida, não há morte
Não há pranto, e nem cantar
A minha rua
Não é cheia, e nem vazia
Não tem destino, nem sorte
Nem norte, nem viajar
A minha rua
Não há chuva, não há frio
Não há calor, nem estio
Não há rio e nem há mar
Nenhuma Lua, nenhum Sol
Nenhum segredo
Não há glória, não há medo
Não há cor, nem há olhar
E em qualquer parte
Na calçada ou no batente
Eu me deito, eu me sento
E pego o meu violão
E em qualquer parte
Talvez não seja direito
Eu me sento, eu me deito
Preparo meu coração
Deixo que o vento
Traga estampas coloridas
Em papéis de chocolate
Pra cobrir minha canção
Deixo que o vento
Traga a morte que eu não tive
Traga a noite que não vive
Dentro do meu coração
Papeles de Chocolate
En mi calle
No hay noche, no hay día
No hay vida, no hay muerte
No hay llanto, ni cantar
Mi calle
No está llena, ni vacía
No tiene destino, ni suerte
Ni norte, ni viajar
Mi calle
No hay lluvia, no hay frío
No hay calor, ni verano
No hay río, ni mar
Ninguna Luna, ningún Sol
Ningún secreto
No hay gloria, no hay miedo
No hay color, ni mirar
Y en cualquier parte
En la vereda o en el umbral
Me acuesto, me siento
Y tomo mi guitarra
Y en cualquier parte
Tal vez no sea correcto
Me siento, me acuesto
Preparo mi corazón
Dejo que el viento
Traiga estampas coloridas
En papeles de chocolate
Para cubrir mi canción
Dejo que el viento
Traiga la muerte que no tuve
Traiga la noche que no viví
Dentro de mi corazón
Escrita por: Antonio Brandão / Petrucio Maia