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Marquesinas

Gilvandro Filho

Marquises

Quanto eu já passei por essa rua
Quanto eu passeei na tua vida
Quanto já chorei na despedida
E depois voltei na espera tua

Dores e amores desgarrados
Cores e paisagens refletidas
Nas vitrines dessa nossa vida
Nos faróis em meu peito fechados

Somos as lembranças da cidade
Somos as saudades de um verão
Talvez esperanças, realidade
Ou mentiras do meu coração

E sob as marquises desse sonho
Onde resguardamos nosso mal
São os versos que por ti componho
Cobertores feitos de jornal

E na esperança que me parte
Eu procuro em cada amor que vem
Onde a vida em nós imita a arte
Onde o sonho se desfaz também

E as estrelas são a tua trilha
Que em vão eu tento percorrer
Quero achar em ti o azul que brilha
Descobrir teu rumo e me perder

Marquesinas

¿Cuánto tiempo he ido por esta calle?
Cuando caminé en tu vida
Cuando lloré en la despedida
Y luego regresé esperándote

Dolores y enamorados
Colores y paisajes reflejados
En las vitrinas de nuestra vida
En los faros en mi pecho cerrado

Somos los recuerdos de la ciudad
Nos perdemos un verano
Tal vez la esperanza, la realidad
O mentiras de mi corazón

Y bajo las marquesinas de este sueño
Donde guardamos nuestro mal
Estos son los versos que compongo para ti
Mantas hechas de periódico

Y con la esperanza de que me rompa
Busco en cada amor que viene
Donde la vida en nosotros imita el arte
Donde el sueño se desmorona también

Y las estrellas son tu rastro
Que en vano trato de viajar
Quiero encontrar en ti el azul que brilla
Encuentra tu camino y perderme

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