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Al Maestro

Gíria Vermelha

Ao Mestre

Ao mestre

Gíria Vermelha
Ao mestre com carinho essas palavras de presente
Pra você educador de nossas crianças carentes,
Sei que o tempo ta mais curto, sei que trampo é mais intenso.
8 horas, 12 horas por dia com você escola a dentro,
Não tem tempo para os filhos pros parceiros ou pra parceira
Nem pro livro que você escolheu pra ser de cabeceira.
A labuta quebra o corpo, cansa os olhos,
Sua casa de um doce ar virou dormitório,
Deita e dorme no sofá com televisão ligada,
Com o livro aberto sobre o peito, não leu quase nada,
Já num sono bem profundo. Você escuta:
Amor, vamos pra cama amor, já são duas da madruga,
Estressada, louco pela profissão que você ama,
Não é fácil, é comum você pisar em casca de banana,
Que você come com intuito de alimentar o corpo,
Mas você pisa, escorrega, cai e quebra algum osso.
Você vê na propaganda que te diz
Que você ganha um dos melhores salários do país.
Que tua escola tem computador, brinquedoteca,
Que você reclama de barriga cheia, minha mestra.
Não estressa, senta aqui, não se sinta inferior,
Não se sinta como a flor que alguém do jardim arrancou.
Não se sinta como a vela derretida até o limite.
Seja luz para os pés de quem caminha contra elite
Sei que tu não é aquela que ensina a burguesia
Tira foto, guarda a foto, tipo álbum de família,
Mas com as crianças da periferia nem um beijo,
Um abraço, uma palavra pra arrancar um sorriso meigo
Faz o jogo do governo com as criancinhas da plebe
Faz pirraça dos colegas que aderiram à greve
Não, sei que tu és diferente!
É pra você esse presente!

Ao mestre com carinho, ao mestre com carinho
Ao mestre com carinho, uma palavra de amor
Ao mestre com carinho, profissão, espinho e flor
Ao mestre com carinho, estes versos ofereço
O que tu faz não tem preço

Às vezes você tem que ter dom de mágico,
Ou a sapiência do velho mestre dos magos,
Falar num tom baixinho numa turma em chama,
Ou pedir licença para tratar da garganta.
Deve ser uma barra ter que trampar nos anexos,
Tem que controlar os excessos,
Mais de cinqüenta crianças por turma!
E você tem que dar atenção a cada uma,
Você tem que ser de ferro, polivalente em lócus
Você tem que ser o pai, a mãe, o psicólogo
Isso aqui não é escola! isso é um navio negreiro!
Isso aqui é um depósito de criancinha negras!
Cadê o promotor? O Ministério público?
O conselho tutelar também se faz de cego e mudo
Você lembra aquela greve, daquela cena:
De pms, cacetete, armas, sprays de pimenta,
Avançando sobre o grupo, te empurrando com escudos
O comandante um dia foi o teu grande aluno.
Decepção, frustação, dor
Dos teus olhos uma lágrima rolou.
Vi um coração de mulher partido ao meio.
Uma lança envenenada acertou teu peito em cheio.
Em meio a tudo isso, você pergunta o que fazer?
Essa pergunta Lenin fez para você.
Você tem que ter amor pela profissão tem,
Só que sem luta sonhos virão pó também.
Vem aceite com carinho e mais de quem trilha esses caminhos

Ao mestre com carinho, ao mestre com carinho
Ao mestre com carinho, uma palavra de amor
Ao mestre com carinho, profissão, espinho e flor
Ao mestre com carinho, estes versos ofereço
O que tu faz não tem preço

Nenhum o ouro dos sheiks recompensarás,
A tua via sacra, o que você faz,
Pelos filhos da classe trabalhadora,
E pelos filhos dos burgueses, que de ti só cobram deveres.
Eu sei que tua vida não é um mar de rosas
Você elege o presidente da república,
Mas não pode eleger o diretor da tua escola.
Ventilador quando tem, não presta,
mais tem suor escorrendo do teu rosto minha mestra
Provavelmente você degusta o gosto amargo do fel
Eu vejo em ti uma Camila vallejo,
Eu vejo em ti uma Amanda Gurgel.
O poder te jogou no banco dos réus
Da avaliação e desempenho da escola pública, caótica, sem estrutura,falida,quente
Quem te julga não vê, quem setencia não sente
Mas erga a cabeça e vá em frente tia!
O que eles fazem contigo é uma covardia
10% do PIB para educação pública eles dizem não pode
Num país que cobrança de impostos é um latrocínio praticado contra os pobres.
É quem comanda não tem dó!
E o salário ó!

Al Maestro

Al maestro

Jerga Roja
Al maestro con cariño estas palabras de regalo
Para ti educador de nuestros niños necesitados,
Sé que el tiempo es más corto, sé que el trabajo es más intenso.
8 horas, 12 horas al día contigo dentro de la escuela,
No hay tiempo para los hijos, para los compañeros o compañeras
Ni para el libro que elegiste como cabecera.
El trabajo rompe el cuerpo, cansa los ojos,
Tu casa con un dulce aire se convirtió en dormitorio,
Te acuestas y duermes en el sofá con la televisión encendida,
Con el libro abierto sobre el pecho, apenas leíste nada,
Ya en un sueño profundo. Escuchas:
Amor, vamos a la cama amor, ya son las dos de la madrugada,
Estresado, loco por la profesión que amas,
No es fácil, es común que pises una cáscara de plátano,
Que comes con la intención de alimentar el cuerpo,
Pero pisas, resbalas, caes y te rompes algún hueso.
Ves en la publicidad que te dice
Que tienes uno de los mejores salarios del país.
Que tu escuela tiene computadoras, ludoteca,
Que te quejas con la barriga llena, mi maestra.
No te estreses, siéntate aquí, no te sientas inferior,
No te sientas como la flor que alguien del jardín arrancó.
No te sientas como la vela derretida hasta el límite.
Sé luz para los pies de quien camina contra la élite
Sé que no eres la que enseña a la burguesía
Toma fotos, guarda las fotos, como un álbum familiar,
Pero con los niños de la periferia ni un beso,
Un abrazo, una palabra para sacar una sonrisa tierna
Juega el juego del gobierno con los niños de la plebe
Hace berrinche de los colegas que se unieron a la huelga
No, sé que eres diferente!
¡Es para ti este regalo!

Al maestro con cariño, al maestro con cariño
Al maestro con cariño, una palabra de amor
Al maestro con cariño, profesión, espina y flor
Al maestro con cariño, estos versos ofrezco
Lo que haces no tiene precio

A veces tienes que tener don de mágico,
O la sabiduría del viejo maestro de los magos,
Hablar en tono bajo en una clase en llamas,
O pedir permiso para tratar la garganta.
Debe ser difícil tener que trabajar en los anexos,
Tienes que controlar los excesos,
¡Más de cincuenta niños por clase!
Y debes prestar atención a cada uno,
Debes ser de hierro, polivalente en lugares
Debes ser el padre, la madre, el psicólogo
¡Esto no es una escuela! ¡esto es un barco negrero!
¡Esto es un depósito de niños negros!
¿Dónde está el fiscal? ¿El Ministerio Público?
El consejo tutelar también se hace el ciego y mudo
Recuerdas esa huelga, esa escena:
De policías, porras, armas, sprays de pimienta,
Avanzando sobre el grupo, empujándote con escudos
El comandante un día fue tu gran alumno.
Decepción, frustración, dolor
De tus ojos una lágrima rodó.
Vi un corazón de mujer partido por la mitad.
Una lanza envenenada te alcanzó de lleno en el pecho.
En medio de todo esto, te preguntas qué hacer?
Esta pregunta Lenin te hizo.
Debes tener amor por la profesión,
Pero sin lucha los sueños se convertirán en polvo también.
Ven, acepta con cariño y más de quien recorre estos caminos

Al maestro con cariño, al maestro con cariño
Al maestro con cariño, una palabra de amor
Al maestro con cariño, profesión, espina y flor
Al maestro con cariño, estos versos ofrezco
Lo que haces no tiene precio

Ningún oro de los jeques recompensarás,
Tu vía crucis, lo que haces,
Por los hijos de la clase trabajadora,
Y por los hijos de los burgueses, que solo te exigen deberes.
Sé que tu vida no es un lecho de rosas
Tú eliges al presidente de la república,
Pero no puedes elegir al director de tu escuela.
El ventilador cuando hay, no sirve,
pero tienes sudor corriendo por tu rostro mi maestra
Probablemente saboreas el sabor amargo de la hiel
Te veo como una Camila Vallejo,
Te veo como una Amanda Gurgel.
El poder te ha puesto en el banquillo de los acusados
De la evaluación y desempeño de la escuela pública, caótica, sin estructura, quebrada, caliente
Quien te juzga no ve, quien sentencia no siente
¡Pero levanta la cabeza y sigue adelante tía!
Lo que hacen contigo es una cobardía
El 10% del PIB para la educación pública dicen que no puede ser
En un país donde la carga impositiva es un latrocinio practicado contra los pobres.
¡Y quien comanda no tiene piedad!
¡Y el salario, oh!

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