Mulher Sem Gravata
Não sou obrigada a ouvir desaforo
A engolir o choro, faço o que quiser
De calça ou de saia, nada me atrapalha
Mostro a minha cara, pois eu sou mulher
Vocês, que sempre nos viram como coitadinhas
Mas perdem a linha se escutam um "não"
Não sou sexo fragil, vocês quem se abalam
Ao ver dois homens, segurando as mãos
Acorda, ja passou o tempo que sua a gravata
Impunha respeito a qualquer multidão
Ninguem é mais cego, não temos mais medo
Queremos respeito e ouvir "perdão"
Por tudo, que você "machão" ainda colabora
Da boate a escola, vivemos um mal
Tanta ignorancia não leva a nada
Tem algo que eu não sou, "seu homi"... É obrigada
Mujer Sin Corbata
No estoy obligada a escuchar insolencias
A tragarme las lágrimas, hago lo que quiero
Con pantalón o falda, nada me detiene
Muestro mi rostro, porque soy mujer
Ustedes, que siempre nos han visto como pobrecitas
Pero pierden la compostura si escuchan un 'no'
No soy sexo débil, ustedes son los que se tambalean
Al ver a dos hombres tomados de la mano
Despierten, ya pasó el tiempo en que su corbata
Imponía respeto ante cualquier multitud
Nadie es más ciego, ya no tenemos miedo
Queremos respeto y escuchar 'perdón'
Por todo lo que usted 'macho' aún contribuye
Desde la discoteca hasta la escuela, vivimos un mal
Tanta ignorancia no lleva a nada
Hay algo que no soy, 'tu hombre'... estoy obligada
Escrita por: Giu Oliveira