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Mil Caminatas

Gladir Cabral

Mil Caminhadas

Eis que tudo te pertence
Habito em tuas moradas
Sou um dos teus serviçais
Me apraz varrer as calçadas
Por onde passam teus pés
Por onde passam os teus pés
Depois de mil caminhadas

E sei também que não tenho
O alinhamento das retas
Não sei rimar com justiça
E a vida erra suas metas
Mas basta a tua palavra
Mas basta a tua palavra
Inspiração dos poetas

Que se derramem nos campos
Teus versos sempre tão livres
E que também nas cidades
Se aclare o brilho da íris
Daqueles a quem olhares
Daqueles a quem olhares
E a quem de pronto sorrires

Basta um gesto teu
Uma palavra apenas
E lá se vai a dor
Das incontáveis penas
Basta o teu olhar
O teu sorriso amigo
Para renovar
Meu coração sofrido

Eis que tudo te pertence
Habito em tuas moradas
Sou um dos teus serviçais
Me apraz varrer as calçadas
Por onde passam teus pés
Por onde passam os teus pés
Depois de mil caminhadas

Mil Caminatas

He aquí que todo te pertenece
Resido en tus moradas
Soy uno de tus servidores
Me complace barrer las aceras
Por donde pasan tus pies
Por donde pasan tus pies
Después de mil caminatas

Y sé también que no tengo
La alineación de las rectas
No sé rimar con justicia
Y la vida erra sus metas
Pero basta tu palabra
Pero basta tu palabra
Inspiración de los poetas

Que se derramen en los campos
Tus versos siempre tan libres
Y que también en las ciudades
Se aclare el brillo del iris
De aquellos a quienes mires
De aquellos a quienes mires
Y a quienes sonrías de inmediato

Basta un gesto tuyo
Una palabra apenas
Y allá se va el dolor
De las innumerables penas
Basta tu mirada
Tu sonrisa amiga
Para renovar
Mi corazón afligido

He aquí que todo te pertenece
Resido en tus moradas
Soy uno de tus servidores
Me complace barrer las aceras
Por donde pasan tus pies
Por donde pasan tus pies
Después de mil caminatas

Escrita por: Gladir Cabral