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Echo de menos Coromandel

Goiá

Saudade de Coromandel

Quem é neste mundo que não tem saudade,
Da felicidade que não volta mais.
Do verde esperança, de um vale formoso,
Do tempo saudoso dos queridos pais.
Eu vivo sofrendo de tanta saudade,
De uma cidade, razão dos meus áis.
Uma saudade amarga e cruel,
De Coromandel em Minas Gerais.

Eu tinha meu mundo na fonte do açude,
Na mansa quietude dos velhos quintais.
De um mundo de cores eu fui companheiro,
Foi tão passageiro mas lindo demais.
Me lembro até hoje com todo carinho,
Do sabiazinho, lá nos laranjais.
Uma saudade amarga e cruel,
De Coromandel em Minas Gerais.

O dia em que a morte com sua inclemência,
Tirar minha vivência com outros mortais,
Imploro às pessoas, às quais considero,
Na campa só quero as iniciais.
Mas deixem na pedra bem fundo gravada,
De jeito que nada apaga os sinais:
"Uma saudade amarga e cruel,
De Coromandel em Minas Gerais".

Echo de menos Coromandel

¿Quién es en este mundo que no se pierde
Felicidad que nunca vuelve
De la esperanza verde, de un hermoso valle
Desde el tiempo perdido de los queridos padres
Sufro mucho tiempo
Una ciudad, la razón de mi ais
Un anhelo amargo y cruel
De Coromandel en Minas Gerais

Tenía mi mundo en la fuente del vertedero
En la quietud de los antiguos patios
De un mundo de colores fui compañera
Era tan fugaz pero demasiado hermoso
Recuerdo hasta el día de hoy con todo cariño
El chiquito, en los naranjos
Un anhelo amargo y cruel
De Coromandel en Minas Gerais

El día en que la muerte con tu inclemencia
Sacando mi experiencia con otras mortales
Le ruego a la gente, a quien considero
En la tumba sólo quiero las iniciales
Pero déjalo en la roca profunda grabada
De tal manera que nada borra las señales
Un amargo y cruel
De Coromandel en Minas Gerais

Escrita por: Biazinho / Goia