Samba Enredo 1991 - O Boca do Inferno
Floresceu seu ideal lá na Bahia
Onde o poder da fidalguia
Sufocava o meu Brasil pela raiz
Surgiu no seio da sociedade
Lutando pela igualdade
Contra o preconceito social
Um jovem inteligente
De versos maldizentes
Com exemplos marcantes
Que o povo aderiu
Fluiu no peito do poeta a esperança
Gregório é Miserê, é abastança
Penitência do mal, luta de um bem querer
Seus versos tinham tal sabedoria
Era a mão da chibata a tirania
Em noite de festa na fazenda o terreirão
Gregório ponteia a viola, verso vira canção
Essa terra tem moral
Veja lá seu fazendeiro
Sua mesa tem fartura
O plantador tá sem dinheiro
Na luta da sonhada liberdade
Um preço bem alto "boca do inferno" pagou
Mas nos becos e vielas, nas cidades e favelas
Ecoou pelos ares, despertou os palmares
Oh! Chama que não se apaga
De boca em boca propaga liberdade
Samba Enredo 1991 - El Infierno de la Boca
Floreció su ideal allá en Bahía
Donde el poder de la nobleza
Sofocaba a mi Brasil desde la raíz
Surgió en el seno de la sociedad
Luchando por la igualdad
Contra el prejuicio social
Un joven inteligente
De versos maldicientes
Con ejemplos impactantes
Que el pueblo adoptó
Fluyó en el pecho del poeta la esperanza
Gregorio es Miserê, es abundancia
Penitencia del mal, lucha de un bien querer
Sus versos tenían tal sabiduría
Era la mano de la fusta la tiranía
En noche de fiesta en la hacienda el patio
Gregorio puntea la guitarra, verso se convierte en canción
Esta tierra tiene moral
Mira allá tu hacendado
Tu mesa tiene abundancia
El plantador está sin dinero
En la lucha por la soñada libertad
Un precio muy alto 'el infierno de la boca' pagó
Pero en los callejones y callejuelas, en las ciudades y favelas
Resonó por los aires, despertó los palmares
¡Oh! Llama que no se apaga
De boca en boca se propaga la libertad
Escrita por: Carlos Henry Grupo Simpatia / Doda / Giovanni / Luiz Sergio / Mocinho / Tião da Roça