395px

Oscurece São Paulo

Gritando Hc

Escurece São Paulo

Às quatro da tarde
São Paulo escureceu
A tarde virou noite
E da janela perguntaram
O que aconteceu?

Há fuligens de fumaça
Se mostram em baldes de água
As chuvas que caíram
Escoam as suas lágrimas

Escurece São Paulo ao entardecer
Escurece São Paulo ao entardecer
Escurece São Paulo ao entardecer
Escurece São Paulo

As árvores queimadas, não servem mais de ninhos
A fumaça que consome, o oxigênio da água
Não há mais alimento, não há mais abrigo
Uma sequência de tragédias
Marcando uma época

Escurece São Paulo ao entardecer
Escurece São Paulo ao entardecer
Escurece São Paulo ao entardecer
Escurece São Paulo

Garimpos avançam sobre as terras
Exploram, são ilegais
Agem com violência
Índios nunca tem paz

As secas tomam conta
O Sol tá avisando
Tem cortina de fumaça
Impunidade pro dia do fogo

Escurece São Paulo ao entardecer
Escurece São Paulo ao entardecer
Escurece São Paulo ao entardecer
Escurece São Paulo

Oscurece São Paulo

A las cuatro de la tarde
São Paulo se oscureció
La tarde se volvió noche
Y desde la ventana preguntaron
¿Qué pasó?

Hay hollín de humo
Que se muestra en baldes de agua
Las lluvias que cayeron
Drenan sus lágrimas

Oscurece São Paulo al atardecer
Oscurece São Paulo al atardecer
Oscurece São Paulo al atardecer
Oscurece São Paulo

Los árboles quemados, ya no sirven de nidos
El humo que consume, el oxígeno del agua
No hay más alimento, no hay más refugio
Una secuencia de tragedias
Marcando una época

Oscurece São Paulo al atardecer
Oscurece São Paulo al atardecer
Oscurece São Paulo al atardecer
Oscurece São Paulo

Los garimpos avanzan sobre las tierras
Explotan, son ilegales
Actúan con violencia
Los indígenas nunca tienen paz

Las sequías se apoderan
El Sol está avisando
Hay cortina de humo
Impunidad para el día del fuego

Oscurece São Paulo al atardecer
Oscurece São Paulo al atardecer
Oscurece São Paulo al atardecer
Oscurece São Paulo

Escrita por: Elaine Souza, Leonardo Perez, Fábio Carrara, Diogo Trentin, Diego Nakasone