Andejo
Senta o pelego sobre a mala de garupa
Isso é num upa e o cavalo tá encilhado
Se for um potro firma a cabeça com jeito
Buscando a volta pra sair enforquilhado
Já se despede João de Deus de mais um pouso
Longe do povo pra sumir na imensidão
Dos corredores de Rosário, Alegrete
São Gabriel, Cacequi e região
Andejo!
Aquerenciado por essas estradas
Se não tem pouso não se passa nada
Dorme com a tropa pelo corredor
Domero!
Do garrão firme pelas gineteadas
Muy respeitado pela paysanada
Que lhe conhece como Juan de Dios
Se dorme pouco não é balda meus senhores
É por costume que a ronda lhe ensinou
Pois ser tropeiro não é só levar boiada
Mas conhecer de pasto, aguada e corredor
Pra quem fez vida sobre o lombo do cavalo
Na resistência que lhe faz amanhecer
Não vai deixar que as ânsias do mundo a fora
Lhe tire a espora antes do seu padecer
Andejo
Coloca el peludo sobre la manta de la grupa
Esto no es fácil y el caballo está ensillado
Si es un potro, asegura la cabeza con cuidado
Buscando la vuelta para salir enforquilhado
João de Deus se despide de otro paraje
Lejos de la gente para desaparecer en la inmensidad
De los corredores de Rosario, Alegrete
San Gabriel, Cacequi y la región
Andejo
Acampado en estos caminos
Si no hay parada, no pasa nada
Duerme con la tropa por el corredor
Domador
Con el lomo firme en las montas
Muy respetado por la gente de campo
Que lo conoce como Juan de Dios
Si duerme poco, no es en vano, señores
Es por costumbre que la ronda le enseñó
Pues ser arriero no es solo llevar ganado
Sino conocer de pasto, agua y corredor
Para aquellos que han vivido sobre el lomo del caballo
En la resistencia que les hace amanecer
No permitirán que las ansias del mundo exterior
Les quiten las espuelas antes de sufrir