Vanera do Peão Ajustado
Me ajustei de peão de campo
Por gostar muito dessa vida
De habitar essas coxilhas
Abrindo o peito sempre cantando
Com os quero-queros de parceria
Me ajustei de peão de campo
Só pra viver enforquilhado
Nas “cruz” de um pobre que como eu
Não vive longe do que é seu
Cheiro de pasto e instinto alçado
Não é que eu trabalhe tanto
Mas foi o jeito que eu sabia
Pra viver dentro do campo
Sem ter fazenda com nome de santo
Nem ser herdeiro de sesmaria!
Me ajustei de peão de campo
Pra acordar antes do dia
Colher marcela na semana santa
Entanguir a alma pelas invernias
Conheço bem o rigor da labuta
É só um detalhe nessa minha luta
De peão rural, changueiro ou mensaleiro
Pra ser campeiro isso é o que me custa
Vanera del Peón Ajustado
Me ajusté como peón de campo
Porque me gusta mucho esta vida
De habitar estas lomas
Abriendo el pecho siempre cantando
Con los teros como compañeros
Me ajusté como peón de campo
Solo para vivir entre horquillas
En las 'cruces' de un pobre que como yo
No vive lejos de lo suyo
Olor a pasto y instinto elevado
No es que trabaje tanto
Pero fue la forma que supe
Para vivir dentro del campo
Sin tener una hacienda con nombre de santo
Ni ser heredero de una merced!
Me ajusté como peón de campo
Para despertar antes del día
Cosechar manzanilla en semana santa
Entumecer el alma por los inviernos
Conozco bien la rigurosidad del trabajo
Es solo un detalle en esta lucha mía
De peón rural, changador o mensajero
Para ser campesino, eso es lo que me cuesta
Escrita por: André Coelho