Prece (2011)
A ti, meu velho querido, de joelho ao chão te ofereço
Este rústico adereço trançado de couto crú
Esta prece de xirú que rezo trançando os dedos
Já que não guardo segredo pra um amigo que nem tu
Se fostes, como os outros foram, para o velho pago do além
Onde um dia eu também quero bolear a perna
E o patrão que nos governa, por certo, és meu amigo
Há de ser bueno comigo aí na querência eterna
Sei que não fui nem a sombra do que fostes, velho santo
Uma coisa eu te garanto, sempre me orgulhei de ti
Pois contigo aprendi o que é honra e devoção
Esta xucra tradição pelo pago em que eu nasci
Prece (2011)
A ti, mi viejo querido, de rodillas te ofrezco
Este rústico adorno trenzado de cuero crudo
Esta oración de gaucho que rezo entretejiendo los dedos
Ya que no guardo secretos para un amigo como tú
Si fuiste, como los demás, al viejo pago del más allá
Donde un día también quiero bailar la perna
Y el patrón que nos gobierna, seguramente, eres mi amigo
Debe ser bueno conmigo allá en la querencia eterna
Sé que no fui ni la sombra de lo que fuiste, viejo santo
Una cosa te garantizo, siempre me enorgullecí de ti
Pues contigo aprendí lo que es honor y devoción
Esta rústica tradición por el pago en que nací
Escrita por: Jayme Caetano Braun / José Mendes