Mas Quem Disse Que Eu Te Esqueço/ Bebeto Loteria/ Alma Boêmia (pot-pourri)
Tristeza rolou dos meus olhos
De um jeito que eu não queria
E manchou meu coração
Que tamanha covardia!
Afivelaram meu peito
Pra eu deixar de te amar
Acinzentaram minh'alma
Mas não cegaram o olhar
Afivelaram meu peito
Pra eu deixar de te amar
Acinzentaram minh'alma
Mas não cegaram o olhar
Saudade, amor, que saudade
Que me vira pelo avesso
E revira meu avesso
Puseram a faca em meu peito
Mas quem disse que eu te esqueço
Mas quem disse que eu mereço
Eu disse Bebeto!
Bebeto subiu o morro gritando fiz treze
Mandando a miséria pra casa do chapéu
Mandou repetir a rodada de cerva três vezes
Dizendo que bancava tudo
Que também era coronel
Chegou no carteado perdeu por perder
Chegou na esquina deu nota de quina a valer e
O morro inteiro ficou perfumado com o perfume
Que a nêga do beto ganhou
Até quem não é de cheirar cheirou
Até quem não é de cheirar cheirou
De madrugada
De madrugada pintou sujeira o morro cercado a maior correria
E o tal de bebeto a polícia levou
Até hoje o morro quer saber
Qual foi a loteria que o bebeto acertou
Até quem não é de cheirar cheirou
Amor, me perdoa se às vezes eu surto
Tirando essas ondas que eu curto
E não lembro de voltar
Você sabe bem, minha doce alma gêmea
Quem tem a alma boemia
Não consegue segurar
É que o samba pega que nem feitiço
E quando me pega, eu enguiço
Só saio quando acabar
Eu vou pra Gamboa, e de lá vou pra Lapa
Aí o bom senso me escapa
Amor, eu não sei como evitar
Eu subo a colina e, pra minha surpresa
Alguém diz em Santa Tereza
Que o dia já vai clarear
Morro dos prazeres que você me dá
Quando eu não sair de marola, eu vou te levar
Você dorme cedo, e eu só vou deitar
Quando dou o tom da viola pro galo cantar
Morro dos prazeres que você me dá
Quando eu não sair de marola, eu vou te levar
Você dorme cedo, e eu só vou deitar
Quando dou o tom na viola pro galo cantar
Pero ¿Quién Dijo Que Te Olvido / Bebeto Lotería / Alma Bohemia (popurrí)
La tristeza rodó de mis ojos
De una manera que no quería
Y manchó mi corazón
¡Qué cobardía tan grande!
Apretaron mi pecho
Para dejar de amarte
Ensombrecieron mi alma
Pero no cegaron mi mirada
Apretaron mi pecho
Para dejar de amarte
Ensombrecieron mi alma
Pero no cegaron mi mirada
Nostalgia, amor, qué nostalgia
Que me da vuelta del revés
Y revuelve mi revés
Pusieron el cuchillo en mi pecho
Pero ¿quién dijo que te olvido?
Pero ¿quién dijo que lo merezco?
¡Yo dije Bebeto!
Bebeto subió al morro gritando hice trece
Mandando la miseria a casa del sombrero
Hizo repetir la ronda de cerveza tres veces
Diciendo que pagaba todo
Que también era coronel
Llegó al juego de cartas y perdió por perder
Llegó a la esquina y dio una nota de quina que valía
Y todo el morro quedó perfumado con la fragancia
Que la negra de Beto ganó
Hasta quien no es de oler, olió
Hasta quien no es de oler, olió
De madrugada
De madrugada se armó un lío en el morro, la mayor algarabía
Y al tal Bebeto la policía se llevó
Hasta hoy el morro quiere saber
Cuál fue la lotería que Bebeto acertó
Hasta quien no es de oler, olió
Amor, perdóname si a veces me descontrolo
Tomando esas olas que disfruto
Y no recuerdo regresar
Tú sabes bien, mi dulce alma gemela
Quien tiene el alma bohemia
No puede contenerse
Es que el samba atrapa como un hechizo
Y cuando me atrapa, me quedo atascado
Solo salgo cuando termine
Voy a Gamboa, y de allí a la Lapa
Ahí el buen juicio se me escapa
Amor, no sé cómo evitarlo
Subo la colina y, para mi sorpresa
Alguien dice en Santa Teresa
Que el día ya va a amanecer
Morro de los placeres que me das
Cuando no salga de la pereza, te llevaré
Tú te duermes temprano, y yo solo me acuesto
Cuando doy el tono en la guitarra para que cante el gallo
Morro de los placeres que me das
Cuando no salga de la pereza, te llevaré
Tú te duermes temprano, y yo solo me acuesto
Cuando doy el tono en la guitarra para que cante el gallo