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Candonga de las Candongueras

Grupo Rodeio

Candonga das Candongueira

Oiga-lê chinaredo fandangueiro
Acolherado co's parceiros de vanera e chamamé
São crinuda, são penteada na fuzarca
E o chinaredo da tarca sarandeia, bate o pé

Não se achicam pra xiruzada gaviona
São ladina e redomona nem a laço o taura amansa
Corcoveio, gasto os pilas doutra doma
O bolicheiro faz soma dos que vão lhe enchendo a pança

Corcoveio! Vim aqui pra fandangueá
Sapateio! É meu jeito de dançar
Neste tranco não vejo a noite passar

Me boleio! Compassando o vanerão
Candongueio! Co'as chinocas do rincão
Este tranco vai até clareá do dia
Acuierado co'as guria que me alegra o coração

Credim cruiz, porvadeira, chão batido
O macharedo curtido tirando o pó da fivela
Pra quem olha lá de fora acha que é briga
Ficam roçando a barriga e grudadito nas goela

Tenho visto coisa feia, judiaria
Mas nunca perco a mania de me esbaldá no ambiente
Faço farra com malícia e muito jeito
Se o índio perde o respeito dão de laço no vivente

Candonga de las Candongueras

Oiga-lê chinaredo fandangueiro
Recibido por los socios de Vanera y Chamamé
Son peludas, están peinadas en fuzarca
Y el chinaredo de la tarca sarandeia, patea con el pie

No son aptos para halcones xiruzados
Son ladina y redomona, ni doman a la taura
Me resistí, me gasté la polla de otra señora
El jugador suma los números que le llenan la barriga

¡Jorobado! Yo vine aquí a fandangueá
¡Taqué! es mi forma de bailar
No puedo ver la noche pasar de esta manera

¡Recógeme! Caminando el vanerão
Candongueio! Como chinocas de Rincão
Este movimiento durará hasta el amanecer
Apreciado por las chicas que hacen feliz mi corazón

Credim Cruz, piso sucio y golpeado
El hacha bronceada desempolvando la hebilla
Para los que miran desde fuera, piensan que es una pelea
Se frotan contra el vientre y se pegan a la garganta

He visto cosas feas, judíos
Pero nunca pierdo la costumbre de empaparme del ambiente
Parto con malicia y mucha maña
Si el indio pierde el respeto, atan al ser vivo

Escrita por: Régis Marques