3,14 (feat. Sam The Kid e Slow J)
Eu não quero olhar pra baixo
Eu vou fazer tudo o que é proibido
Gravidade faz assédio às minhas asas
Mas eu não sinto vertigens nos meus gritos
Até porque eu já cantei todas as minhas lágrimas
Eu já não tenho tempo pra voltar no tempo
Não vou poder ficar à tua espera
Ou eu morro aqui ou então
Eu vou ser pra sempre
Eu vou ser pra sempre
Eu vou ser pra sempre
Ou eu morro aqui ou então
Eu vou ser pra sempre
Eu vou ser pra sempre
Eu vou ser pra sempre
Ou eu morro aqui ou então
Lento como Buddha na procura do silêncio (do silêncio)
Entro como Judas, não me acudas
Não mereço o tratamento VIP
Ou qualquer outro tratamento
Já nasci com tudo, eu nunca pude ser eu mesmo
(Queres memo ser pra sempre, sempre dor de cabeça?)
Eu acordo sempre a meio da noite ofegante
Pra deixar-me ousar querer ser o próximo Wolfgang
Lembrado como o clássico que os clássicos vão estudando
Agora eu travo as batalhas e faço contas na mente
Se eternamente é uma farsa, eterno é cada momento
Na estrada eu dei cuma rosa, era uma rosa dos ventos
Mano eu vou ser pa sempre ao plantar a semente
E eu conheci o Gerson ainda antes do meu Corsa
E se eu giro hoje em dia o Jota nem mudanças troca
O Gerson de hoje em dia é um dread que toda a gente gosta
Só que eu curti do Gerson como pouca gente gosta
Mano tu vais ser pa sempre sendo sempre tu
Desculpa se inocentemente imaginei um parentesco
Eu queria ver-nos todos co cu num assento
Da realeza da história
Meu Samuel, dá pra sentar nesse teu banquete rude?
Rumo ao meu lento cume, é como eu existo
Papi profeta já previu depois do terceiro disco
Tu nunca mais vais pôr em causa o que eu arrisco
Honestamente tô me a cagar pá tua lista de top MCs
Quando eu bazar não vais ter dúvidas
Tuga é ser criolo, é ser mwangope
É nossa a música
Tuga é ser o Dino, é ser Amália
A escolha é múltipla
Tuga é só o que eu faço aqui e agora
Por essa Tuga eu visto a camisola
Se a minha obra for do bairro a que me amarro, eu barro a morte
Eu controlo o que eu narro e com garra eu agarro o Norte
Ainda há quem tenha tempo pra dar tempo ao que o tempo der
Eu não dependo do pêndulo, não há pêndulo que me empodere
Tô num quarto sem quartz, onde nunca é tarde
Se houver artes eu vou lá tecer no parapeito
E ainda aproveito a noite
Eu moro no meu zenith do céu e trabalho a sério do zero
E quando sai da sede, no meu sétimo eu deito um oito
Ali onde eu borbulhei com uma agulha eu ali abri-me
Ali imprimo o meu orgulho
É ali que embrulho o que eu lagrimo
E o que aprendi atrás
Minha quadrilha já não brilha, põe a cortina em baixo
E é no martírio onde eu me artilho onde eu partilho em paz
É onde eu me atiro à página e quando enfatizo a voz
E diamantizo a minha raiz em algo que só diz a nós
Não modernizo, não entro nisso, eu eternizo avós
E que numa hora brevíssima eles ouvissem o que eu fiz após
Na minha casa ninguém jaz, aqui ninguém sucumbe
Há quem venda a alma ao diabo num segundo
E eu não vou nesse número
Eu só confio na Isabel na área restrita à guita
E eu só capitalizo a pele onde a minha escrita habita
Não vim da mama, eu vim da gama que veio do lamaçal
E não ter saldo num fonograma não é drama que me avassale
Eu vim da lama e não é com grana que eu me exalto
E eu vou ser assim até ao último exalo
Só porque um brother rendeu-se
E eu nunca ouvi, ele vendeu-se
'Tar fora da equação não é razão pra que alguém me endeuse
Porque eu não tinha nem treze
E eu era de outro espécime
Meu foco era tão péssimo que eu nem fui pra'ó décimo
Mas a premissa é não há preguiça
A preguiça em nada professa
Cobiça não me interessa
Não há pressa numa folha impressa
Eu quero só uma lanterna e um caderno para a cenografia
Para o palco onde eu me altero com eterna emoção bravia
Quando a vida se abrevia há uma túnica à nossa porta
E a maratona finda, é a minha vida que o meu prazo aborta
Não vou esperar o fim para te dizer que a tua voz importa
Não há campa com jardim, dá-me em vida uma rosa morta
Eu vou ser pra sempre
Eu vou ser pra sempre
Eu vou ser pra sempre
(Forever man, pra sempre boy)
Eu vou ser pra sempre
Eu morro aqui ou então
Eu vou ser pra sempre
Eu vou ser pra sempre
Eu vou ser pra sempre
Ou eu morro aqui ou então
Eu vou ser pra sempre
Eu vou ser pra sempre
Eu vou ser pra sempre
Eu só contei as histórias boas porque só a minha sombra me vê chorar
Eu só contei as histórias boas porque só a minha sombra me vê chorar
Eu só te conto as histórias boas porque só a minha sombra
3,14 (feat. Sam The Kid y Slow J)
No quiero mirar hacia abajo
Voy a hacer todo lo prohibido
La gravedad acosa mis alas
Pero no siento vértigo en mis gritos
Porque ya canté todas mis lágrimas
No tengo tiempo para volver atrás
No puedo esperarte
O muero aquí o entonces
Voy a ser para siempre
Voy a ser para siempre
Voy a ser para siempre
O muero aquí o entonces
Voy a ser para siempre
Voy a ser para siempre
Voy a ser para siempre
O muero aquí o entonces
Lento como Buddha en busca del silencio
Entro como Judas, no me socorras
No merezco el trato VIP
O cualquier otro trato
Nací con todo, nunca pude ser yo mismo
(¿Realmente quieres ser para siempre, siempre dolor de cabeza?)
Siempre despierto a mitad de la noche jadeando
Para atreverme a querer ser el próximo Wolfgang
Recordado como el clásico que los clásicos estudian
Ahora lucho batallas y hago cuentas en mi mente
Si eternamente es una farsa, eterno es cada momento
En el camino di una rosa, era una rosa de los vientos
Hermano, seré para siempre al plantar la semilla
Conocí a Gerson antes de mi Corsa
Y si hoy en día giro a Jota, no cambia nada
El Gerson de hoy es un rasta que a todos les gusta
Pero yo disfruté de Gerson como pocos disfrutan
Hermano, serás para siempre siendo siempre tú
Disculpa si inocentemente imaginé un parentesco
Quería vernos a todos juntos en un asiento
De la realeza de la historia
Samuel, ¿puedo sentarme en tu banquete rudo?
Hacia mi lento pico, así existo
El profeta ya predijo después del tercer disco
Nunca más cuestionarás lo que arriesgo
Sinceramente me importa un carajo tu lista de mejores MCs
Cuando me vaya, no habrá dudas
Ser portugués es ser criollo, es ser auténtico
Es nuestra música
Ser portugués es ser Dino, es ser Amália
La elección es múltiple
Ser portugués es lo que hago aquí y ahora
Por Portugal me pongo la camiseta
Si mi obra es del barrio al que pertenezco, desafío a la muerte
Controlo lo que narro y con garra agarro el Norte
Aún hay quienes tienen tiempo para dar tiempo a lo que el tiempo dé
No dependo del péndulo, ningún péndulo me empodera
Estoy en una habitación sin cuarzo, donde nunca es tarde
Si hay arte, tejo en el alféizar
Y aún aprovecho la noche
Vivo en mi cenit del cielo y trabajo en serio desde cero
Y cuando salgo de la sede, en mi séptimo, doy un ocho
Donde burbujeé, me abrí con una aguja
Allí imprimo mi orgullo
Es donde envuelvo lo que lloro
Y lo que aprendí atrás
Mi banda ya no brilla, baja el telón
Es en el martirio donde me armo, comparto en paz
Donde me lanzo a la página y enfatizo la voz
Diamantizo mis raíces en algo que solo nos dice a nosotros
No modernizo, no entro en eso, eternizo abuelos
Y que en un instante escuchen lo que hice después
En mi casa nadie yace, aquí nadie sucumbe
Hay quienes venden su alma al diablo en un segundo
Y yo no voy por ese camino
Solo confío en Isabel en el área restringida al dinero
Solo capitalizo la piel donde habita mi escritura
No vengo de la cuna, vengo de la gama que viene del fango
No tener saldo en un fonograma no me preocupa
Vengo del fango y no es con dinero que me elevo
Y seré así hasta mi último aliento
Solo porque un hermano se rindió
Y nunca escuché, se vendió
Estar fuera de la ecuación no es razón para que alguien me idolatre
Porque no tenía ni trece años
Era de otro tipo
Mi enfoque era tan malo que ni llegué al décimo
Pero la premisa es no hay pereza
La pereza no lleva a nada
La codicia no me interesa
No hay prisa en una hoja impresa
Solo quiero una linterna y un cuaderno para la escenografía
Para el escenario donde me transformo con eterna emoción salvaje
Cuando la vida se acorta, hay una túnica en nuestra puerta
Y la maratón termina, es mi vida la que mi plazo aborta
No esperaré al final para decirte que tu voz importa
No hay tumba con jardín, dame en vida una rosa marchita
Voy a ser para siempre
Voy a ser para siempre
Voy a ser para siempre
(Siempre, para siempre)
Voy a ser para siempre
Muero aquí o entonces
Voy a ser para siempre
Voy a ser para siempre
Voy a ser para siempre
O muero aquí o entonces
Voy a ser para siempre
Voy a ser para siempre
Voy a ser para siempre
Solo conté las historias buenas porque solo mi sombra me ve llorar
Solo cuento las historias buenas porque solo mi sombra me ve llorar
Solo te cuento las historias buenas porque solo mi sombra me ve